Internacional

25/12/2012 às 13h20 (Atualizado em 25/12/2012 às 16h47)

ONU aprova novo debate sobre tratado internacional de armas

Comércio mundial de armas movimenta cerca de R$ 145 bilhões 

Reuters

Armas que se fragmentam em pequenos pedaços de plástico ou metal foram proibidas em 2008 Wikimedia Commons

A Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) votou por reiniciar as negociações sobre um projeto de tratado internacional para regular o comércio global de armas convencionais, que movimenta R$ 145 bilhões (70 bilhões de dólares).

Esse é um projeto ao qual a poderosa NRA (Associação Nacional do Rifle), dos Estados Unidos, tem se empenhado arduamente em fazer lobby contrário.

Delegados da ONU e ativistas pelo controle de armas reclamaram que as negociações entraram em colapso em julho em parte porque o presidente Barack Obama temia ataques do rival republicano Mitt Romney antes da eleição de 6 de novembro se seu governo fosse visto como simpatizante do tratado, uma acusação que as autoridades norte-americanas negaram.

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O NRA, que vem sofrendo intensas críticas por sua reação ao massacre de 15 de dezembro de 20 crianças e seis educadores em uma escola primária de Newtown, em Connecticut, se opõe à ideia de um tratado de comércio de armas e vem pressionando Obama para rejeitá-lo.

Mas depois da reeleição de Obama no mês passado, seu governo se uniu a outros membros de um comitê da ONU no apoio à retomada de negociações sobre o tratado.

Essa medida foi estabelecida na última segunda-feira (24), quando a Assembleia Geral da ONU, com 193 países, votou a favor de uma rodada final de negociações entre 18 e 28 de março em Nova York.

Os ministros das Relações Exteriores de Argentina, Austrália, Costa Rica, Finlândia, Japão, Quênia e Grã-Bretanha --os países que escreveram a resolução-- divulgaram um comunicado conjunto elogiando a decisão de retomar as negociações sobre o pacto.

"Esse foi um sinal claro de que uma vasta maioria de estados-membros da ONU apoiam um tratado eficaz, equilibrado e forte, que estabeleceria os padrões globais comuns mais altos possíveis para a transferência internacional de armas convencionais", disseram.

Houve 133 votos a favor, nenhum contra e 17 abstenções. Vários países não compareceram, segundo diplomatas da ONU por causa do feriado de Natal.

 

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