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ONU elabora pautas para evitar violações de direitos no combate ao ebola

Alto Comissário alertou sobre risco de se estereotipar a situação

Internacional|Do R7

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Surto atual da doença é o pior da história
Surto atual da doença é o pior da história

A ONU anunciou nesta quinta-feira (16) que está preparando uma série de pautas para evitar a violação dos direitos humanos quando pessoas suspeitas de estar com o vírus ebola são colocadas em quarentena.

"Meu escritório está desenvolvendo diretrizes sobre quarentenas, porque se são impostas e realizadas sem prudência, podem facilmente representar violações dos direitos humanos e acelerar a propagação da doença", disse hoje o novo alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra'ad al Hussein.


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Hussein também advertiu que a introdução de penas criminais nos planos de resposta à doença pode ser contraproducente e fazer com que a epidemia se transforme em um fenômeno "subterrâneo".

Zeid definiu tanto o ebola como o grupo jihadista EI (Estado Islâmico) — que está cometendo enormes atrocidades no Iraque e na Síria — como "pragas gêmeas".


"O ebola e o EI foram fomentados em silêncio e ignorados por um mundo que sabia que existiam, mas que não soube interpretar seu terrível potencial, antes que explodiram na consciência global durante os últimos meses de 2014", disse.

O alto comissário destacou também que parte das causas que originaram a atual epidemia se encontra no desrespeito aos direitos humanos dos cidadãos dos países mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné.


"A negligência do direito à saúde, à educação, ao saneamento, ao desenvolvimento e à boa governança teve papel crucial na hora de criar a crise", afirmou.

É por isso que Zeid defendeu que se leve em conta a importância dos direitos fundamentais na hora de responder à epidemia.

"O ebola prospera em lugares onde existe a combinação entre pobreza crônica, incapacidade de se oferecer serviços públicos adequados, e desconfiança em relação às autoridades".

Além disso, o alto comissário alertou sobre o risco de se estereotipar essa situação e lembrou que não deve haver diferença "entre eles e nós". 

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