Piloto estava com problemas em casa e pode ter planejado suicídio, diz amigo da família
Mulher de Zaharie Ahmad Shah havia descoberto que ele tinha uma amante
Internacional|Do R7, com agências internacionais
Um amigo próximo do capitão Zaharie Ahmad Shah, piloto do voo MH-370 da Malaysia Airlines, desaparecido em 8 de março, revelou nesta quarta-feira (26) ao jornal americano Daily News que ele não estava em boas condições para pilotar uma aeronave.
Ele, que não quis se identificar, disse que o piloto estava com problemas no casamento e que sua mulher havia saído de casa quando descobriu que Ahmad Shah mantinha um relacionamento extraconjugal.
O amigo disse também que Ahmad Shah estava seriamente abalado e que jamais poderia estar no controle do Boeing.
— Ele era um dos melhores pilotos. Eu não sou nenhum perito médico, mas sabendo de tudo o que acontecia com Zaharie, sei que ele não estava bem para pilotar.
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Chateado com a morte do amigo, ele ainda disse que o piloto pode ter decidido levar o avião a uma parte do mundo onde ninguém nunca foi. Teria sido a oportunidade de fazer as coisas que ele jamais conseguiria fazer em um simulador.
Especulando, ele acredita que Ahmad Shah planejou sua morte e, consequentemente, de todos os que estavam dentro do avião. Algumas linhas de investigação acreditam que ele desligou o equipamento de rastreamento e voou por mais horas.
Enigma a ser solucionado
As diferentes teorias citadas incluem um ato desesperado do piloto ou copiloto ou um incidente que privou a equipe do controle da aeronave.
O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, cujo país lidera as operações de busca, garante que tudo será feito para "resolver este quebra-cabeça".
A prioridade é captar os sinais das caixas-pretas, que podem, em teoria, emitir sinais até 30 dias após sua ativação em contato com a água.
Resta menos de duas semanas para encontrá-las.
Os Estados Unidos enviaram na segunda-feira (24) para Perth, base militar austriliana mais próxima da área das buscas, um sistema de rastreamento, uma sonda triangular de 35 kg ligada à extremidade de um cabo rebocado por um navio.
Além do desafio de localizar as caixas-pretas, os sinais emitidos se limitam a 2 ou 3 km, advertem os especialistas.
O fundo submarino nesta região é "acidentado, coberto de falhas, pequenas ravinas e sulcos, com pouco sedimento para nivelar, porque é muito jovem" geologicamente, diz Robin Beaman da universidade australiana James Cook.
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