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Promotor argentino pede investigação sobre Macri por ‘Panama Papers’

Governo se defende dizendo que criar empresa em paraíso fiscal não é crime

Internacional|Do R7

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Promotor deve investigar se presidente de fato falhou ao fazer a declaração dos impostos
Promotor deve investigar se presidente de fato falhou ao fazer a declaração dos impostos

Um promotor argentino pediu nesta quinta-feira (7) a um juiz para abrir investigação sobre a ligação do presidente do país, Mauricio Macri, com empresas em paraísos fiscais, como revelado pelos chamados “Panama Papers”, um vazamento que jogou luz sobre os esquemas financeiros da elite mundial.

O vazamento de quatro décadas de documentos da empresa de advocacia panamenha Mossak Fonseca, especializada em criar companhias em paraísos fiscais, tem provocado investigações similares ao redor do mundo.

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Macri, que venceu as eleições presidenciais no ano passado prometendo erradicar a corrupção, tem dito que ele não era legalmente obrigado a declarar a sua conexão com a empresa citada nos “Panama Papers”, uma vez ele nunca teve participação nela.

O presidente disse que ele era simplesmente o diretor da companhia Fleg Trading, com base nas Bahamas, que foi criada pelo seu pai para fazer investimentos no Brasil.

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Críticos dizem que ele deve uma explicação mais detalhada disso e de sua suposta ligação com outra empresa em paraíso fiscal, a Kagemusha, registrada no Panamá, uma vez que esse tipo de firma é frequentemente usada para lavar dinheiro e sonegar impostos.

"Como um primeiro passo, é necessário checar se Mauricio Macri de forma maliciosa falhou ao fazer a sua declaração de impostos”, afirmou o promotor público Federico Delgado, na sua ação para o juiz Sebastián Casanello, lembrando que esse é um crime cuja sentença é de 15 dias a dois anos.

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Casanello precisa agora decidir se há evidências suficientes para abrir uma investigação. Perguntado sobre o pedido do promotor, um porta-voz do governo disse que Macri há havia deixado claro que ele não cometeu nenhuma irregularidade.

Norman Darío Martínez, um parlamentar da oposição, alimentou o caso.

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"A participação de Macri como diretor e vice-presidente de duas empresas nas Bahamas e no Panamá é clara, provada e admitida, e esses lugares são paraísos fiscais que costumam ser usados para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal”, afirmou ele a um meio de comunicação.

Os milhões de documentos vazados implicaram vários políticos e homens de negócios internacionalmente, e o caso já forçou o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, a renunciar.

Parlamentares de oposição na Argentina estão pedindo a renúncia da chefe do gabinete anticorrupção do país, Laura Alonso. Ela integra o partido de Macri e rapidamente defendeu o presidente depois que os documentos apareceram, dizendo que criar uma companhia num paraíso fiscal não é crime.

“Ela veio imediatamente defender o presidente quando o seu papel é investigar se um ato de corrupção foi realizado”, disse a Frente para a Vitória, de oposição, em comunicado.

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