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Venezuela frusta declaração final de Cúpula

Mais de 30 líderes americanos estão reunidos no Panamá

Internacional|Da Ansa

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Os chanceleres dos países participantes da 7ª Cúpula das Américas tentaram ontem (9) negociar uma declaração conjunta no Panamá, mas não chegaram a nenhum consenso. O principal obstáculo foi a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, que quer incluir no texto uma condenação às sanções norte-americanas a sete funcionários do país.

A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, acirradas após Washington declarar que o país latino é uma "ameaça", deve ser protagonista da cúpula de presidentes, que começa hoje. Por outro lado, o evento também é um marco por reunir, pela primeira vez em meio século, representantes de Cuba e dos Estados Unidos.


Enquanto EUA e Cuba acertam suas relações, a Venezuela desponta como o novo opositor ideológico da política norte-americana no continente. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que as recentes declarações de Obama reduziram as chances para "uma nova era" nas relações bilaterais. "Eu coloco sobre a mesa a menos de 24 horas da Cúpula das Américas. Pergunto a Obama por que ele assinou o decreto que ameaça e agride a Venezuela, e diz que somos uma ameaça ao povo dos Estados Unidos?", questionou o mandatário, em rede nacional.

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Maduro se reuniu ontem (9) com o líder boliviano, Evo Morales, para recolher assinaturas contra o decreto norte-americano. De acordo com o governo venezuelano, já foram colhidas mais de 10 milhões de firmas. As assinaturas deverão ser apresentadas a Obama durante a Cúpula das Américas, que termina no sábado.


A tentativa da Venezuela de incluir trechos contra os EUA na declaração final frustou os diplomatas dos outros países. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que não participava da reunião, precisou ser chamado às pressas para tentar mediar um diálogo com a chanceler venezuelana e evitar o fracasso da declaração conjunta.

Caso não haja consenso, esta será a terceira vez que a Cúpula das Américas termina sem um texto. Por outro lado, um grupo de 25 ex-presidentes da América Latina e da Espanha apresentou ontem a "Declaração do Panamá", criticando a violação de direitos humanos na Venezuela.

O documento pede a imediata libertação de presos políticos, como o líder oposicionista Leopoldo López e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma. Ambos foram acusados por Maduro de conspirar para um golpe de Estado. lém da Cúpula das Américas, estão sendo realizados no Panamá fóruns paralelos de empresários, reitores de universidades e representantes da sociedade. 

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