Internacional

12/3/2014 às 00h16 (Atualizado em 12/3/2014 às 11h09)

Voo MH-370: Como é possível em pleno século 21 um avião sumir?

Existência de GPS e presença da vigilância americana fazem duvidar sobre desaparecimento

Do R7

Diversos aviões de várias nacionalidades foram mobilizados na procura pelo avião desaparecido Reuters

Poderia ser ficção, mas o caso é, infelizmente, realidade: na noite da última sexta-feira (7), o voo MH-370, da Malaysia Airlines, desapareceu uma hora após levantar voo. O avião malaio, que levava 239 pessoas a bordo, ia de Kuala Lumpur a Pequim, na China.

Até agora, buscas e grupos de salvamento de nove países não encontraram nenhuma pista de onde poderia estar a aeronave e seus passageiros. Jordan Golson, repórter de tecnologia da revista americana Wired, explica como é possível, ainda que improvável, que um avião suma sem deixar rastros.

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que radares não conseguem rastrear as aeronaves que estão sobre o oceano. Segundo o jornalista, há uma falsa concepção de que os pilotos estão em constante contato com o controle de tráfego aéreo, ou de que os aviões estão sempre sendo vigiados pelos radares. Isso não é verdade, pois o voo deixa de ser captado pelos radares quando se distancia cerca de 200 km da costa.

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Durante o caminho, a tripulação se comunica com determinados pontos de checagem, informando sua posição, velocidade e altitude. Dessa forma, é comum que os rádios fiquem em silêncio entre esses pontos; muitas vezes, não há nem mesmo a necessidade de ação humana, pois os computadores podem transmitir a informação.

Os aviões modernos possuem sinal de GPS, mas é apenas para informar à própria aeronave onde ela está. Esses aparelhos não informam a posição do voo ao controle de tráfego aéreo, pois não há sinal para tal. A implementação de um sistema como esse seria possível, porém custaria bilhões de dólares.

Ainda assim, se o avião tiver caído na água, é estranho que o tenha feito sem nenhum alarme. A maioria das aeronaves possui um sistema de sinalização de emergência, que pode ser ativado pela tripulação ou pelo choque na água. Mesmo que não houvesse radar, navios, aviões ou satélites próximos podem ter captado esse sinal.

É muito cedo para que se possa especular o que aconteceu. Porém, especialistas afirmam que é muito provável que tenha sido algo repentino e em altitude, como um incêndio a bordo, uma falha ou perda de alguma peça, ou uma despressurização explosiva — intencional ou não.

A aeronave deveria estar a 7 km de altura; nessa altitude, os ventos chegam a alcançar mais de 150 km/h. Dessa forma, os destroços do avião teriam se espalhado em várias direções — peças mais pesadas cairiam direto no mar, enquanto as mais leves podem estar a quilômetros de distância.

Achar os destroços nestas circunstâncias é, pois, muito complicado. Além de não se saber o local exato em que o avião sumiu, partes da aeronave podem estar espalhadas no fundo do oceano, separadas por quilômetros. 

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