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Após 27 dias, peritos conseguem acessar pilar central que provocou desabamento de viaduto em BH

Retirada dos escombros do entorno foi concluída nesta quarta-feira (30)

Minas Gerais|Do R7

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Laudo da policia deve ser apresentado em 30 dias; Cowan diz que afundamento foi provocado por falta de aço na obra
Laudo da policia deve ser apresentado em 30 dias; Cowan diz que afundamento foi provocado por falta de aço na obra

Peritos da Polícia Civil poderão, 27 dias depois do desabamento do viaduto Guararapes, analisar o pilar central da estrutura na avenida Pedro I, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

O delegado regional de Venda Nova, Hugo e Silva, informou nesta quarta-feira (30) em comunicado que foi finalizada a remoção de parte da alça do viaduto que ainda estava em cima do pilar central, chamado de tabuleiro.


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Com a limpeza dos escombros no entorno, os peritos poderão finalmente se debruçar sobre as estacas que não suportaram o peso e afundaram cerca de seis metros. A Cowan, empresa responsável por executar a obra, afirma que foi usado apenas 10% do aço necessário para o viaduto, o que ocasionou a sobrecarga. Ciente do laudo, a Polícia Civil informou na última semana que faz um estudo independente para apurar as causas da tragédia, que provocou a morte de duas pessoas e feriu 23. As famílias de dois prédios vizinhos ao viaduto foram retiradas de casa temporariamente, já que a alça norte também corre risco de desabar.


A Cowan recomenda a implosão da alça que resistiu e a Prefeitura de Belo Horizonte solicitou um plano emergencial para o serviço. Para o delegado, entretanto, o interesse das investigações se limita à alça sul, que desabou. "Quanto à segurança da alça norte, a Polícia Técnico-Científica se exime de emitir qualquer parecer, por não ser competência da mesma, já que a alça norte não é alvo de investigação criminal”, afirma, em nota.

Com o início das análises do tabuleiro, o delegado espera concluir a perícia em 30 dias. O prazo inicial termina no domingo (3), mas o policial pediu à Justiça a dilação do prazo. Foram ouvidas 55 testemunhas até o momento.

As 186 famílias vizinhas ao local da tragédia foram cadastradas pela Defesa Civil e encaminhadas para hoteis da região pagos pela Cowan. Entretanto, 15 famílias se recusaram a deixar os apartamentos.

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