Cowan se compromete a pagar por demolição de alça norte de viaduto que desabou
Segundo o Ministério Público, objetivo é acelerar retirada dos escombros
Minas Gerais|Do R7

A Cowan, empresa responsável pela construção do viaduto Guararapes, que desabou matando duas pessoas no início do mês, assinou um termo de audiência no qual se compromete a realizar e arcar com todos os custos da demolição e remoção dos escombros da alça norte do viaduto, que ainda está de pé.
A companhia tomou a decisão em reunião com o Ministério Público de Minas Gerais, a Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital) e a Procuradorador-Geral do Município de BH, Rúsvel Beltrame Rocha, na tarde desta quinta-feira (24).
Ainda conforme o MP, o objetivo é acelerar a retirada dos escombros, visto que se a prefeitura arcasse com a iniciativa, o processo poderia demorar cerca de 60 dias devido à necessidade de uma licitação. Segundo o promotor do MP, Eduardo Nepomuceno, o prejuízo estimado com a queda da estrutura é de R$ 10 milhões.
De acordo com a Comdec (Coordenadoria Municipal de Defesa Civil), 119 famílias vizinhas ao viaduto já foram cadastradas para serem retiradas do local. A estimativa do órgão é que 186 famílias devem deixar suas casas nos próximos dias. Ainda não há uma previsão para a remoção de todas as pessoas.
A Cowan também será a responsável por arcar com os custos das hospedagem das pessoas realocadas, conforme o termo de audiência: "A empresa COWAN, neste ato, movida e inspirada por caráter humanitário, aceita arcar com as despesas de hospedagem provisória das famílias residentes no entorno, conforme plano a ser submetido à análise da Defesa Civil."
Na última terça-feira (22), a Cowan informou, em coletiva de imprensa, que uma falha no projeto de concepção do viaduto provocou o acidente. Conforme a empresa, foi utilizado apenas um décimo do aço necessário para erguer um dos pilares. A Consol, que planejou o viaduto Guararapes, rebateu as acusações e alegou que há "divergências" entre o que foi projetado e a construção.
Caso seja provado que a Cowan não é a responsável pela falha, a contrutora poderá pedir ressarcimento dos custos da demolição e das hospedagens.














