Empresa se defende e aponta "divergências" entre projeto e construção de viaduto
Consol, responsável por planejar o elevado, rebateu acusações da construtora Cowan
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

A Consol Engenheiros Consultores, responsável pela elaboração do projeto do viaduto Guararapes, que caiu em Belo Horizonte no início do mês, rebateu as acusações feitas pela construtora Cowan, que culpou falhas em seu trabalho como causas para a tragédia que matou duas pessoas e feriu 22. Em nota encaminhada pelo presidente Maurício Lana, a empresa afirma que é possível "observar divergências entre o projeto e a construção da obra". Assim, a Consol sugere que o problema pode ter ocorrido na execução nos trabalhos.
O comunicado ressalta ainda que a Consol aguarda "o início da perícia oficial" para que sejam identificados os "reais fatores" que culminaram com a queda do elevado e que é fundamental a preservação da obra do Guararapes para que "o trabalho dos peritos não seja prejudicado".
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O presidente informou ainda que disponibilizou desde o início toda a documentação do projeto às autoridades competências e que irá "detalhar as divergências técnicas já verificadas" quando for convocado para prestar esclarecimentos. Por fim, a Consol, que está no mercado há cerca de 50 anos, alega que, embora seja autora do projeto, não acompanhou os trabalhos da Cowan nem teve acesso a qualquer documento de controle.
Relembre o caso
O viaduto Gurarapes, que fica no bairro São João Batista, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, desabou no último dia 3 de julho. A construção atingiu quatro veículos, sendo um ônibus, um automóvel Fiat Uno e dois caminhões. A motorista do coletivo e o condutor do carro foram atingidos pelos escombros e morreram ainda no local. Outros 22 passageiros do ônibus ficaram feridos e foram socorridos para hospitais da cidade. Entre os feridos, estava a filha da condutora, uma menina de apenas cinco anos.













