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Em decisão rara, médico acusado por realizar abortos vai a júri popular 

Ginecologista pode ser condenado a até 12 anos de prisão em Campo Belo

Minas Gerais|Do R7

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Está marcado para a próxima terça-feira (6) o julgamento do médico William Salume Maia, 61 anos, acusado de praticar aborto a pedido de três gestantes em Campo Belo, no sul de Minas. Os abortos teriam ocorrido em agosto e setembro de 2005 na clínica do ginecologista e obstetra.

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Se condenado, a pena pode chegar a 12 anos de prisão em regime fechado. Como houve consentimento das gestantes, cada aborto fica sujeito a condenação de até quatro anos. As mulheres não serão julgadas porque os crimes já prescreveram.

Segundo o promotor Carlos Eduardo Avanzi de Almeida, este é um caso raro de médico que vai a júri popular por aborto no Brasil.


— Trata-se de processo raríssimo, quiçá um dos únicos no Brasil, em que um médico é acusado da prática de abortos e levado a julgamento pelo Tribunal Popular.

Testemunhas afirmaram à Justiça que as mães procuravam a clínica do médico para interromper a gravidez. Peritos encontraram os registros de atendimento em que constavam a confirmação da gravidez, o número de semanas da gestação e outras duas consultas. Depois disso, as pacientes não retornaram. A promotoria acredita que os abortos ocorreram com o método de curetagem.


De acordo com o Ministério Público, Salume teve o registro para exercer a medicina suspenso no decorrer do processo, mas o Tribunal de Justiça decidiu que o médico poderia continuar trabalhando até o julgamento.

Sem retorno

O ginecologista não foi localizado pela reportagem. A advogada cadastrada no processo não estava no escritório durante a tarde e seu celular estava desligado.

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