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Mulher trans morre após quase um mês internada com 80% do corpo queimado em BH

Vítima foi atingida em incêndio criminoso motivado por ciúmes; suspeito foi preso três dias após o ataque

Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

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O alvo seria seu atual companheiro, que fugiu do local
O alvo seria seu atual companheiro, que fugiu do local Redes Sociais/ Reprodução

Morreu, na manhã desta segunda-feira (4/5), em Belo Horizonte, a professora trans Bianka Acsa Rosa da Fonseca, de 36 anos. Ela estava internada há quase um mês após ter 80% do corpo queimado em um incêndio criminoso.

O ataque aconteceu no dia 7 de abril, dentro da casa onde Bianka estava com o companheiro, em Curvelo. Segundo as investigações, o suspeito — ex-companheiro do atual namorado da vítima — invadiu o imóvel e ateou fogo no local. O alvo seria o homem, que conseguiu escapar sem ferimentos, mas a professora foi atingida pelas chamas.


De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes e sentimento de posse após o fim do relacionamento entre o suspeito, de 25 anos, e o atual companheiro de Bianka. Ele foi preso três dias depois do ataque.

Por meio de nota, a Escola Estadual Interventor Alcides Lins, onde a professora trabalhava, lamentou a morte e destacou a trajetória da educadora. “Com profundo pesar, nos despedimos da professora Bianka Acsa Rosa da Fonseca. Sua luta diária, marcada por coragem e determinação, deixa um legado de inspiração em nossa escola. Nos solidarizamos com familiares e amigos neste momento de dor”, diz o comunicado.


Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso foi devidamente apurado e relatado à Justiça. De acordo com o delegado Rodrigo Vieira Antunes, o suspeito foi indiciado inicialmente por tentativa de homicídio qualificado, sendo o fato tratado, à época, como duplo homicídio tentado, em razão das circunstâncias do crime.

Com a confirmação do óbito da vítima, a tipificação passa a ser de homicídio consumado. “Ressalta-se que, conforme os elementos apurados até o momento, não se trata de feminicídio, uma vez que a motivação do crime não está relacionada à condição de gênero da vítima, mas sim a um conflito interpessoal envolvendo terceiros”.


A PCMG destacou também que o investigado encontra-se preso preventivamente.

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