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Minas Gerais

Helicóptero de Perrella era abastecido com verba da ALMG

Parlamentar gastou cerca de R$ 14 mil com combustível para aeronave em 2013

Márcia Costanti, do R7

Piloto e outras três pessoas foram presas no domingo (24)
Piloto e outras três pessoas foram presas no domingo (24) Record Minas

O helicóptero pertencente ao deputado estadual Gustavo Perrella, que foi flagrado transportando 445 kg de cocaína, era abastecido com o dinheiro da verba indenizatória paga ao parlamentar pela ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais). Entre janeiro e outubro deste ano, Perrella gastou aproximadamente R$ 14 mil com o combustível da aeronave, de acordo com os dados disponíveis no Portal da Transparência da entidade e publicada em denúncia pelo jornal O Tempo. A quantia equivale a aproximadamente 2.800 litros de combustível.

O promotor de Justiça Eduardo Nepomuceno alegou que pretende abrir investigação sobre o caso. Segundo ele, é necessário apurar se "está tendo gasto de recurso público para fins privados. Ele lembrou ainda que o pai do deputado, senador Zezé Perrella, também está na mira do Ministério Público por motivos semelhantes.

— No caso dele [Zezé], ainda há um agravante, porque ele não declarou possuir aeronave, nem ao menos ser sócio de uma empresa que possui. Então, ele pagou combustível para a aeronave de outra pessoa, que não para ele.

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O advogado de Gustavo, Antônio Carlos de Almeida Casto, alegou que não tem conhecimento sobre as despesas. No entanto, afirmou que mesmo que o pagamento tenha sido feito com a verba indenizatória, "não há irregularidades".

— Ele usava o avião para o próprio trabalho, então, se foi pago, é regular.

A assessoria da ALMG esclareceu que são destinados R$ 5.000 da verba indenizatória para custeio de combustível, que "pode ser utilizado pelo deputado para qualquer veículo, desde que seja para atividade parlamentar". A Casa informou ainda que o parlamentar deve apresentar notas fiscais relativas ao gasto e ainda assinar uma declaração afirmando que o dinheiro foi usado para fins parlamentares.

De acordo com as informações divulgadas pelo Portal da Transparência, somente nos meses de janeiro, fevereiro e abril o deputado não utilizou a verba para abastecer o helicóptero. Em julho, durante a época de recesso parlamentar, o gasto chegou a R$ 1.547.

Entenda o caso

O piloto da aeronave, Rogério Almeida Antunes e outras três pessoas foram presas pela Polícia Federal na cidade de Afonso Cláudio (ES) no domingo (24) enquanto transferiam a droga para o porta-malas de um carro. A droga estava avaliada em R$ 10 milhões.

O helicóptero, do modelo Robinson R66, está registrado em nome da Limeira Agropecuária e Participações Ltda, que é controlada pelo deputado, com sede em Pará de Minas, região central do Estado.

 


 

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