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23/7/2013 às 14h04 (Atualizado em 23/7/2013 às 14h14)

Homem que matou jornalista também executou fotógrafo e se apresentava como policial civil

Alessandro Neves, o Pitote, está preso; outros dois envolvidos também foram detidos

Enzo Menezes, do R7 MG

Alessandro Neves (e) é apontado como assassino dos dois repórteres; Lucio Leal (d) é policial e também foi indiciado pela morte de Rodrigo Neto Polícia Civil / Divulgação
Francisco Rezende escondia um arsenal em sua loja de móveis Polícia Civil / Divulgação

A força-tarefa instalada pela Polícia Civil em Ipatinga, no Vale do Aço, para apurar a participação de policiais em assassinatos resultou na prisão de 17 pessoas. Entre os casos solucionados estão as mortes dos jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Carvalho.
 

Os dois repórteres foram assassinados a tiros pelo mesmo homem, segundo as investigações. Alessandro Neves Augusto, o Pitote, de 31 anos, usou uma pistola calibre 380 para praticar os crimes. A polícia ainda não aponta as razões para a morte de Rodrigo, no dia 8 de março, mas destaca o trabalho do repórter na investigação de crimes praticados por policiais no Vale do Aço.

Rodrigo Neto (e) investigava crimes cometidos por policiais; Walgney Carvalho (d) dizia pela cidade que sabia quem eram os assassinos Record Minas


Pitote foi preso no dia 11 de junho em casa, na avenida Santa Helena, no bairro Novo Cruzeiro, em Ipatinga. Ele portava uma pistola 380 Taurus e tentou apresentar uma carteira falsa de investigador da Polícia Civil. Uma moto e um Fiat Linea também foram apreendidos, por suspeita de furto.

Também foi preso o investigador Lúcio Lirio Leal, que estava com a picape Fiat Strada usada para a fuga após a morte de Rodrigo. O carro era roubado e clonado, segundo as investigações. Lúcio Leal entrou na polícia em 30 de junho de 2010, quando concluiu a formação na academia de polícia.

Um terceiro envolvido foi preso: Francisco Miranda Rezende Filho, dono de uma loja de móveis no bairro Veneza. Havia a suspeita de que a arma usada no crime estava escondida no local. Ao chegar à loja, investigadores se depararam com uma submetralhadora 9 mm, pistolas, espingardas, munição para fuzil, munição calibre 50 mm, usada em artilharia anti-aérea, e 280 munições de calibre 380.

Repórter fotográfico

Walgney Carvalho foi assassinado 37 dias depois, segundo a força-tarefa, por queima de arquivo. Ele comentava abertamente que "sabia bem quem eram os assassinos" e que o crime "nunca seria solucionado". Por ter sido substituído por Rodrigo Neto em um jornal local, Walgney também criticava publicamente o colega.

As afirmações chegaram a Pitote, que armou uma emboscada para o fotógrafo em um pesque e pague na cidade de Coronel Fabriciano.
 

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