Investigador do departamento de homicídios ajudou amante a planejar morte do marido em BH
Policial civil está foragido; mulher e dois comparsas donos de oficina foram presos
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

O fiscal da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) Iorque Leonardo Barbosa Júnior, morto a tiros em fevereiro deste ano, foi vítima da própria mulher, Alessandra Lúcia Pereira Lima, e do amante dela, o investigador da Polícia Civil Ernani Moreira Santos, que trabalha no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Esta é justamente a unidade especializada em apurar assassinatos.
Alessandra e outros dois suspeitos, os irmãos Flávio de Matos Rodrigues e Otávio de Matos Rodrigues, estão presos e foram apresentados nesta segunda-feira (21) pela polícia. O policial está foragido há três dias e tem o paradeiro investigado pela corregedoria da corporação.
O casal planejou o assassinato do fiscal para receber a herança da vítima. Com a morte do marido, Alessandra passou a receber uma pensão de R$ 15 mil. Ela ainda receberia mais R$ 120 mil e um apartamento avaliado em R$ 420 mil. Ela negou envolvimento no assassinato.
A investigação da polícia contou com análise de ligações telefônicas. Foram mais de 1.000 entre Alessandra e o policial, além de chamadas para Otávio. O carro usado no crime estava na oficina em que ele trabalha, que pertence ao irmão.
Além dos três presos e do investigador, a PC acredita que outras duas pessoas participaram do crime: um deles já foi identificado e está sendo procurado. Uma sexta pessoa ainda não teve a identidade descoberta.
Lembre o caso
Júnior foi executado com sete tiros na cabeça no dia 18 de fevereiro deste ano, no bairro Padre Eustáquio, região noroeste de Belo Horizonte.
Segundo o relato de testemunhas, o funcionário da PBH saía de casa por volta de 7h e seguia para um ponto de ônibus na av. Ressaca, onde pegaria ônibus para ir ao trabalho. No caminho, no entanto, ele foi abordado pelo autor do crime, que o chamou pelo nome e efetuou vários disparos em sua direção. Os irmãos que foram presos, Otávio e Flávio Rodrigues, são donos da oficina mecânica onde o carro foi encontrado.












