Jovem que usou balconista como escudo humano é condenado a 18 anos de prisão
Rafael Martin, de 21 anos, usou a mulher para se defender de quatro tiros disparados contra ele
Minas Gerais|Do R7

O jovem de 21 anos acusado da morte de uma balconista em Barbacena, na região central de Minas Gerais, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado. Rafael Pereira Martin recebeu a sentença no fim da noite dessa terça-feira (29), após quase 15 horas de julgamento.
No crime, que ocorreu em dezembro do ano passado, Martin usou a a vítima como escudo humano para se defender dos tiros feitos por Wander Almeida Junior. Ao contrário do que havia sido informado ontem, apenas Almeida teve o processo desmembrado.
Segundo o Tribunal de Justiça, o jovem teve uma redução de dois anos na pena, que era de 20 anos de reclusão, por duas causas: confissão espontânea e por ser menor de 21 anos quando cometeu o crime.
Assim que o júri começou, Ércio Quaresma, ex-advogado do goleiro Bruno Fernandes, anunciou que seria o novo defensor do autor dos disparos. Por ter assumido a defesa 24 horas antes do início do julgamento, Quaresma pediu o adiamento do processo. O pedido foi acatado e um novo júri para Almeida foi marcado para 1º de abril do ano que vem.
O crime
No dia 4 de dezembro do ano passado, Ligia Moreira Furtado, de 33 anos, morreu depois de levar três tiros na barriga. As câmera da padaria onde a vítima trabalhava registraram o crime. A balconista é surpreendida por Martin, que entra e usa a funcionária como escudo humano. Em seguida, Almeida chega e atira em direção aos dois.















