Minas Gerais

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9/8/2013 às 09h53

Julgamento de acusada de matar primo do goleiro Bruno começa com uma hora de atraso

Denilza Cesário da Silva alegou que era assediada pela vítima Sérgio Rosa Sales

Márcia Costanti, do R7 MG

Sales era considerado testemunha-chave no caso Eliza Samudio Record Minas

Com cerca de uma hora de atraso, teve início o julgamento da cozinheira Denilza Cesário da Silva, de 30 anos, acusada de envolvimento no assassinato de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes. Marcado inicialmente para 8h30, no 1º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, a primeira testemunha de acusação do caso começou a ser ouvida às 9h30.

Denilza teria sido assediada por Sales, que, além de réu, era considerado testemunha-chave no caso da morte da modelo Eliza Samudio. Cinco testemunhas de acusação e outras cinco de defesa devem prestar depoimento. O amante dela, Alexandre Ângelo de Oliveira, que seria o autor dos disparos que mataram o primo do jogador, teve o processo desmembrado e não será julgado nesta sexta-feira (9).

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Durante a fase de instrução, Oliveira confessou ter cometido o crime. Denilza confirmou apenas que contou ao amante que havia sido abordada por Sales, mas disse não ter elvolvimento com o homicídio. Os dois respondem por homicídio qualificado.

O crime

Sales foi executado com seis tiros no dia 22 de agosto do ano passado, no bairro Minaslância, na região norte da capital mineira. De acordo com os depoimentos, Denilza passava em frente à casa de Sérgio para ir ao trabalho. Um dia antes de ser assassinado o primo de Bruno teria “cantado” a mulher de forma grosseira, dizendo que “passaria a mão nela”. Ela ignorou a investida e ouviu que ele ia esperá-la na manhã seguinte.

Denilza contou a história para o amante, Alexandre, que já cumpriu pena por envolvimento com o tráfico de drogas. No dia seguinte, ela seguiu de moto com Alexandre até a esquina da casa de Sérgio, onde ela desceu e continuou a pé. Sérgio estava esperando no portão e provocou novamente a moça. O primo de Bruno, inclusive, teria tentado agarrá-la à força. Ao ver a cena, Alexandre acelerou a moto e atirou duas vezes. Os disparos acertaram as mãos de Sérgio Rosa Sales, que correu para um beco.

Em seguida, Sérgio teria gritado que estava armado. Alexandre recarregou o revólver e se escondeu atrás de um carro. Sérgio não reagiu e foi atingido pelos disparos, que o mataram antes de receber atendimento médico.

Após o crime, Denilza largou o marido, com quem tem quatro filhos, para se esconder com Alexandre. Eles afirmaram que não sabiam quem era Sérgio, nem sua relação com o desaparecimento de Eliza Samudio.

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