Líder de esquema faturou um milhão por mês fraudando Enem
Já foram presos 38 suspeitos de integrar esquema em Belo Horizonte e Teófilo Otoni
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas


O líder do esquema que fraudou o Enem, vestibulares e concursos em pelo menos três Estados do Brasil ostentava uma vida luxuosa no interior de Minas Gerais, com vários carros e casas de luxo. Ele confessou à polícia que, em 90 dias, lucraria cerca de R$ 3 milhões, com o crime.
A quadrilha cobrava entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por vaga e beneficou pelo menos 20 candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio. Tudo era "garantido" por meio de um contrato denominado "autorização para assessoria estudantil", assim, a maior parte do valor era depositada para o grupo criminoso após a confirmação da aprovação do candidato.
Segundo as apurações da Polícia Civil e do Ministério Público, indícios apontam que há anos o esquema é aplicado. Somente nos últimos meses, quatro vestibulares de medicina - incluindo o da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais - além do Enem, foram alvos do grupo. Até janeiro de 2015, a organização pretendia atuar em outros cinco certames.
Imagens registradas pela polícia mostram o aparato completo usado pelo grupo para cometer a fraude. São máquinas modernas, compradas no exterior por $ 200 mil. A quadrilha usava o material para transmitir o gabarito de provas para os candidatos por meio de micropontos. Os integrantes conseguiam as provas cerca de 15 minutos antes do início do prazo e repassavam as respostas corretas.
Já foram presas 38 pessoas na operação da Polícia Civil que investigou o esquema em Belo Horizonte e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.














