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Maníaco das cartas teria ameaçado mais de uma mulher na Grande BH

Suspeito também enviava cartas para outra vítima e cada uma recebe um apelido diferente

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Um maníaco preso na semana passada acusado de enviar cartas ameaçando uma moradora em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, teria feito outras vítimas. Apesar disso, o rapaz foi ouvido e liberado pela Polícia Civil no mesmo dia.

Após a história ser divulgada, outra mulher procurou a PM (Polícia Militar) para denunciar que também estaria recebendo cartas do suspeito há pelo menos três meses. Mas, os policiais teriam dito que não há nada que possa ser feito para conter o maníaco.


— A gente fica sem chão porque pede uma ajuda policial e ouve que não tem o que fazer. 

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A primeira vítima a denunciar o agressor foi a agente comercial Grazielle Galeano. Ela chegou a instalar câmeras de monitoramento em sua residência e registrou várias cenas em que o suspeito aparece deixando as cartas contendo ameaças em sua casa.


Na semana passada, ela decidiu monitorar as gravações e, no momento em que o homem deixou uma nova carta na porta de seu imóvel, ela decidiu ir atrás dele para ver quem era e o suspeito acabou preso em flagrante por militares que passavam pelo local, mas foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. Com o maníaco, os policiais apreenderam várias outras correspondências.

— Eu não tenho dúvidas de que é a mesma pessoa porque a fala na carta é a mesma e a letra também é igual.


Em todos os casos, as cartas são sempre destinadas a endereços de mulheres e, para cada uma das vítimas, o maníaco se identifica com um nome ou apelido diferente.

— Ele tem um apelido para cada vítima. Para mim, o apelido é "Nojenta". A outra foi chamada de "Branquinha".

Mas, apesar das ameaças e do risco às mulheres, a delegada Laise Rodrigues, informou que o criminoso foi solto porque não houve violência doméstica ou sexual contra a primeira vítima.

— A princípio, no caso da primeira vítima, noticiou-se apenas uma simples ameaça e não envolvia violência doméstica contra a mulher e nem crime sexual. Então, a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher não tem atribuição para entrar 

Entretanto, com a segunda denúncia, o caso deixou de ser um fato isolado.

— Já com relação a essa segunda vítima, que trouxe casos novos com foco em crimes sexuais, a gente pede que ela apareça porque, se houver crime de competência desta unidade policial, a gente vai investigar e, com isso, pedir a prisão do autor.

A delegada orienta ainda que essa segunda vítima registre uma ocorrência contra o agressor e pede também que, se houver outras mulheres recebendo cartas contendo ameaças, para que procurem uma unidade policial.

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