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Minas poderá ter "racionamento severo" em três meses, diz Pimentel

Conforme governador do Estado, além de chuva, é necessário economia da sociedade

Minas Gerais|Do R7 com Agência Brasil

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Governador aposta em obras de transposição de rio para amenizar situação
Governador aposta em obras de transposição de rio para amenizar situação

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirmou nesta quarta-feira (28), que o Estado pode enfrentar um racionamento “severo” de água em um período de três meses. A declaração foi dada durante reunião com a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Pimentel ressaltou ainda que o desabastecimento é inevitável caso os níveis de chuva não subam e não seja feita economia de água. Ele espera, no entanto, que medidas emergenciais possam atenuar os impactos da escassez e evitar este cenário.


O governo mineiro estabeleceu a meta de economia de 30% de água na região metropolitana de Belo Horizonte e criará uma sobretaxa para quem consumir mais água que em 2014. Além disso, uma obra de transposição do rio Paraopeba para o rio Manso, que abastece a capital, deverá melhorar a situação até o fim do ano, antes da próxima estiagem.

— Vai chover um pouco, podemos aumentar a captação mesmo sem essa obra e o consumo vai cair. Colocamos essa meta de 30%, que é uma meta factível e que nos permite vislumbrar atravessar o ano sem medidas drásticas, mas se isso não acontecer, vamos para o rodízio e para o racionamento.


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Críticas


O governador ainda criticou a ausência de medidas do governo anterior em relação à crise hídrica em Minas e ressaltou que a situação já era conhecida desde o ano passado, durante o mandato de Alberto Pinto Coelho (PP).

—Essa situação já podia ter sido detectada em meados do ano passado, a Agência Nacional de Águas chegou a fazer dois alertas para a Copasa, nossa empresa estadual de saneamento, em agosto e em setembro, sobre a gravidade da situação, e esses alertas não foram levados em conta. A população não foi comunicada da gravidade da situação e essas medidas de economia, que podiam ter sido adotadas há seis meses, não foram. Vão ter que ser tomadas agora, com atraso, e portanto, com mais intensidade.

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