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PM morto ao tentar impedir assalto é enterrado e militares fazem passeata em BH

Segundo representantes da categoria, protesto é contra a "inaplicabilidade da lei"

Minas Gerais|Márcia Costanti,do R7

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Policiais vestem fita preto em símbolo de luto por colega morto
Policiais vestem fita preto em símbolo de luto por colega morto
Policiais foram ao enterro, marcado para 9h, no Cemitério da Saudade
Policiais foram ao enterro, marcado para 9h, no Cemitério da Saudade

Aproximadamente 1.000 militares saíram em passeata pelas ruas de Belo Horizonte na manhã deste domingo (18) logo após o enterro do soldado André Luiz Lucas Neves, de 27 anos, morto a tiros ao tentar impedir um assalto na última sexta-feira (16). Neves foi sepultado Às 10h, no Cemitério da Saudade, região leste de Belo Horizonte. De lá, os colegas de trabalho do militar seguiram em direção à praça da Liberdade, região centro-sul da cidade.

Segundo o capitão Waldemiro Gomes de Almeida, do 34º Batalhão, o ato representa a indignação da categoria quanto à impunidade. Ele explica que o suspeito preso por atirar contra o PM, identificado como José Henrique da Silva Bento, de 30 anos, já possui várias outras passagens por crimes diversos.


—A população está revoltada com isso. Se estão matando PM, imagina a população? O suspeito que alvejou o soldado já tem várias passagens, mas não fica preso, devido à inaplicabilidade da lei.

O soldado estava à paisana na av. Fleming, bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, quando percebeu que três bandidos tentavam assaltar uma pessoa. Ele se identificou como militar e entrou em luta corporal com os ladrões, mas acabou sendo atingido por dois tiros, sendo um na cabeça e outro nas costas. O PM chegou a ser socorrido para o Hospital Odilon Behrens, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.


Durante as buscas pela região, a guarnição conseguiu prender um dos envolvidos, que ainda chegou a sacar o revólver calibre 38, mas foi imobilizado e detido.

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Ítalo Pedrosa de Souza Júnior, de 22 e Wilson Guimarães Filho, de 25 anos fugiram em um Pegeout preto, dirigindo sentido à Lagoa da Pampulha. Eles abandonaram o carro na rua Belterra, onde foi encontrado pelos policiais. Júnior estava morto dentro do veículo com um tiro na cabeça. A suspeita dos militares é que a dupla tenha discutido enquanto fugia e Filho teria assassinado o comparsa.

Júnior teria roubado um Corsa nas imediações, segundo uma denúncia recebida pela Polícia Militar. Um dos ladrões presos chegou a informar o endereço do comparsa, que fica no bairro Primeiro de Maio, na região norte de BH, onde foram feitas buscas, porém, o criminoso continua foragido.

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