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Prefeito que morreu em acidente de avião jogava bomba em famílias, diz MST

Funcionários da prefeitura afirmam que avião foi abatido por grupo de sem-terra

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7, com Record Minas



A equipe da Aeronáutica que vai investigar a queda de um monomotor em Tumiritinga, no Vale do Rio Doce, deve chegar ao local do acidente por volta das 16h. Os técnicos do Ceripa 3 saíram do Rio de Janeiro para apurar o que provocou as mortes do prefeito de Central de Minas, Genil Mata da Cruz, de 39 anos, e de Douglas Silva, de 25 anos.

A cidade decretou luto oficial de três dias e aguarda a liberação dos restos mortais para velar os corpos. 

O prefeito sobrevoava uma fazenda de sua propriedade que foi invadida por um grupo do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que o acusou de jogar bombas caseiras nos barracos. Funcionários da prefeitura dizem que o avião foi abatido a tiros. Por enquanto, a perícia não confirmou nenhuma versão para o conflito fundiário. Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave tinha o prefixo coberto. 

A delegada Verena Vidal de Assis, de governador Valadares, iniciou o trabalho de perícia, mas ainda não se pronunciou. 


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Integrantes da ocupação mostraram sacos plásticos que dizem terem sido jogados com gasolina sobre os barracos. Neurilane de Souza relata o ataque.

— Foi uma tensão danada. Soltaram bomba no acampamento o tempo todo. 


O advogado do prefeito, Siranides Eleotério, disse que pediu para o cliente fazer fotos da ocupação para incluir na ação em que pedia a reintegração de posse. 

— Pedi a ele que fizesse tomada aérea para anexar [as fotos] ao processo. 

Cerca de 300 pessoas invadiram a fazenda do prefeito no dia 5 de julho alegando que a área é improdutiva. Os ocupantes relataram diversas ameaças e a situação se intensificou na última semana, quando funcionários do prefeito usaram tratores blindados para soltar foguetes na tentativa de expulsar as famílias. O advogado de Genil da Cruz nega as agressões. 

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