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Segurança acusada de agressão em boate de BH era irregular, diz PF

Segundo as vítimas, os profissionais responsáveis pela proteção do local as espancaram na porta do estabelecimento 

Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

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Casal precisou ser levado para hospital
Casal precisou ser levado para hospital

A casa noturna de Belo Horizonte onde um casal denunciou que foi agredido no fim de março tinha um serviço de segurança clandestino. A conclusão foi divulgada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (13).

Segundo o relatório final do órgão, a empresa responsável pela segurança do estabelecimento não tinha autorização para oferecer proteção privada. Desse modo, a polícia determinou o encerramento imediato de suas atividades.


“A atividade de segurança privada, sendo complementar à segurança pública, não pode ser desempenhada de maneira aleatória, sob pena de servir de fachada para todo tipo de atividade ilícita ou abuso no uso da força, com emprego de pessoas sem treinamento nem orientação técnica adequadas, despreparadas para agir em situações de risco, expondo a perigo a população, sendo essas uma das principais razões de seu controle estatal”, explicou a PF.

No dia 20 do mês passado, as vítimas, de 23 e 24 anos, procuraram a delegacia para denunciar a agressão na boate, localizada na região leste da capital. Com ferimentos, o casal precisou ser socorrido e levado para o Hospital João XXIII.


De acordo com as vítimas, a confusão começou depois que um grupo de amigos empurrou uma mulher na parte interna da casa. Após o bate-boca, a namorada de um dos envolvidos começou a brigar com a vítima. O homem se levantou para separar as duas e foi agredido por outro cliente. Os seguranças puseram apenas o casal para fora.

Do lado de fora, os seguranças começaram a bater no homem, que caiu. A mulher, ao ver o namorado apanhando, chegou a chutar um dos seguranças. Nesse momento, o homem correu. Ele foi perseguido e apanhou novamente dos seguranças, que só pararam de bater nele após a chegada de testemunhas.


Segundo a PF, após o caso, a empresa foi notificada e contratou uma segurança privada regular.

Por meio de nota, a prefeitura da capital informou que o estabelecimento já foi multado por poluição sonora e que, se houver nova incidência, poderá ser interditado. Já a empresa disse que fez uma reforma acústica desde a notificação do poder público. 

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