Um ano após deslizamento de rocha, Capitólio (MG) ainda tenta fortalecer turismo
Prefeitura calcula que procura de visitantes atualmente está em 90% do patamar anterior à tragédia que matou 10 pessoas
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Um ano após o deslizamento de rocha que terminou com 10 mortos em Capitólio, a 310 km de Belo Horizonte, a cidade ainda se esforça para recuperar a tradicional performance turística da região, que é banhada pelo lago de Furnas.
O prefeito Cristiano Geraldo da Silva estima que, atualmente, o setor opera com 90% do patamar anterior à tragédia ocorrida no dia 8 de janeiro de 2022. Para alcançar a recuperação, a cidade desenvolveu no ano passado projetos em parceria com empresários e o poder público para incentivar a profissionalização e desenvolvimento dos atores do setor.
Outra estragédia foi reforçar as medidas de segurança desde o retorno da visitação aos cânios, em 30 de março do ano passado. Dentre as medidas adotadas, estão: limite de cinco lanchas por visitação, uso de capacetes, uso de colete salva-vidas e proibição de som mecânico no local.
Silva explica que as lanchas não podem mais ficar estacionadas na área dos cânions. As embarcações devem chegar ao local em fila indiana, dar tempo para que os turistas tirem as fotos e se direcionar rumo à saída. "Apenas no fim de semana do feriado de réveillon, tivemos 300 embarcações visitando o local", detalha.
Outra medida adotada é o veto à visitação em dias chuvosos. O município também implantou um sistema de monitoramento geológico das rochas. Todos os dias, antes dos pontos turísticos serem abertos aos turistas, geólogos avaliam a estrutura. O processo acontece nos Cânions, no Vale dos Tucanos e será implantado na região da cachoeira Cascatinha em em breve.
"Desde a reabertura, os geólogos não identificaram problemas que sinalizassem riscos aos turistas", disse o prefeito.
A fotógrafa Ana Martins da Costa é uma das 32 pessoas feridas que sobreviveram à tragédia. Ela estava com o marido, os dois filhos, então com 9 e 11 anos, e amigos no lago quando houve o deslizamento da rocha.
Apesar do trauma que ainda assombra a família, a moradora de Belo Horizonte avalia como positiva a mudança no esquema de segurança na região turística mineira.
"A queda nos assustou muito, mas torço para que tudo volte à normalidade. Foi uma fatalidade, mas tudo que puder ser feito para evitar qualquer acidente, é sempre válido.
A investigação da Polícia Civil sobre o caso concluiu que a queda foi um fenômeno natural. Assim, os ingestigadores não identificaram culpados.
Perda orçamentária
O prefeito de Capitólio calcula que a cidade perdeu R$ 8 milhões em arrecadação no ano de 2022, em relação ao ISS, IPTU e ITBI. Uma avaliação do município aponta que a redução foi causada pelo impacto da tragédia e por um recrudescimento geral no setor do turismo nacional, segundo ele, causado pela guerra da Ucrânia e Copa.
"O turismo na cidade é muito forte. Não só por causa do lago de Furnas, mas também pelas cachoeiras, turismo rural, as hospedagens da região, casas de veraneio. Tudo isso movimenta o setor", explica.
A prefeitura não tem um histórico de visitantes dos cânions da tragédia. Segundo o prefeito, apenas no último fim de semana de réveillon, quase 6 mil pessoas passaram por lá. Os cânions abrem diariamente, das 8h às 17h. Nos feriados, o funcionamento é das 7h às 18h.
Veja quem são as 10 vítimas da tragédia de Capitólio:
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