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Assassino confesso de empresária pede perdão à família e se diz arrependido; polícia busca comparsa

Wendell dos Santos Gomes é procurado suspeito de arquitetar saidinha de banco

Rio de Janeiro|Do R7

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"Se arrependimento matasse eu não estaria mais aqui", disse Jardel Vilas Boas; Wendell Gomes é procurado
"Se arrependimento matasse eu não estaria mais aqui", disse Jardel Vilas Boas; Wendell Gomes é procurado
Jardel Oliveiras Vilas Boas, Vitor Teixeira e Marcos Vinicius Bonfim foram presos nesta sexta-feira
Jardel Oliveiras Vilas Boas, Vitor Teixeira e Marcos Vinicius Bonfim foram presos nesta sexta-feira

Jardel Oliveiras Vilas Boas, um dos três presos nesta sexta-feira (8) suspeitos de participação na morte da empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, pediu desculpas à família ao ser apresentado à imprensa na Cidade da Polícia, na zona norte do Rio. Ele confessou que realizou o disparo que matou a vítima, conhecida como Tintim, no dia 17 de julho, em uma saidinha de banco na Gávea, na zona sul do Rio.

— O tiro saiu acidentalmente. Eu queria pedir desculpas à família. Desculpas não é bem a palavra certa. Eu estraguei uma vida de uma família, mas tô arrependido. Minha intenção não era essa. Se arrependimento matasse eu não estaria aqui neste momento.

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Além dos três presos nesta sexta, outros dois envolvidos estão foragidos. Um deles foi identificado como Wendell dos Santos Gomes, de 34 anos, apontado como o chefe da quadrilha.

A Divisão de Homicídios colocou três equipes nas ruas nesta sexta para tentar localizar Gomes, inclusive fora do Rio de Janeiro. Durante a partilha dos R$ 12 mil roubados de Tintim, Gomes ficou com R$ 7.000. Os outros quatro suspeitos ficaram com R$ 1.000 cada, incluindo o autor do disparo. Um menor, ainda não identificado, também ficou com R$ 1.000.

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Segundo as investigações, Vitor Teixeira, que também foi preso, foi o responsável por escolher a vítima dentro do banco. Ele saiu da agência, que fica no Shopping da Gávea, e deu as características de Tintim para os outros integrantes do bando. Neste momento, dois homens em uma moto esperaram a mulher sair do banco e a abordaram.

Jardel Vilas Boas puxou a bolsa da vítima e, no instinto, ela reagiu. O atirador então disparou contra a mulher e fugiu na garupa da moto. O motorista, que usava capacete, ainda não foi identificado.

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— Nós temos a absoluta certeza que outras saidinhas de banco foram realizadas por essa quadrilha. Não resta dúvidas que eles fazem parte de uma grande quadrilha — disse Rivaldo Barbosa, chefe da Divisão de Homicídios.

A vítima era sócia do conhecido restaurante Guimas, na Gávea.

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Falta de segurança dentro dos bancos

Rivaldo Barbosa condenou a falta de segurança dentro da agência bancária. Segundo ele, a exposição de Tintim dentro do banco facilitou a escolha dela por parte dos criminosos.

— Não resta dúvida que houve fragilidade na segurança daquela agência. Uma vez que é inadmissível que se separe uma sala para retirar dinheiro. Então todas as pessoas que entraram naquela sala estão sendo visualizadas e efetivamente quem sai dali é porque pegou dinheiro. Então nós temos que repensar e discutir a segurança de algumas agências bancárias. Coloca-se em risco a população, os funcionários do banco e o banco só protege o próprio dinheiro dele.

Novo procedimento em investigações

O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que, a partir de agora, os suspeitos que forem capturados usando motos passarão a tirar fotos com e sem capacete na delegacia. O objetivo é tentar associar a participação deles em outros crimes, a partir de imagens de câmeras de segurança. Os detidos também serão fotografados em cima das motos.

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