Bope afasta 14 PMs investigados no episódio do sumiço do pedreiro Amarildo
PM vai investigar policiais em um inquérito policial militar aberto na última segunda-feira
Rio de Janeiro|Do R7

O Bope (Batalhão de Operações Especiais), tropa de elite da Polícia Militar do Rio, divulgou, nesta terça-feira (23), que afastou de suas funções 14 agentes investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no episódio do sumiço do pedreiro Amarildo de Souza na favela da Rocinha, zona sul do Rio. O Bope não divulgou o nome dos policiais.
Os policiais do Bope que foram à Rocinha no dia em que Amarildo desapareceu foram afastados do serviço nas ruas até conclusão do inquérito, segundo a corporação.
Amarildo desapareceu em 14 de julho de 2013, após ser conduzido à sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, para averiguação. A Polícia Civil concluiu que ele foi torturado e morto, mas seu corpo nunca foi encontrado.
Vinte e cinco policiais foram acusados do crime, mas agora o Ministério Público investiga a hipótese de envolvimento de mais policiais — esses do Bope, que estiveram na sede da UPP na noite do sumiço do pedreiro.
Volume na caçamba
Em entrevista na terça-feira (23), a promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), afirmou que analisava todas as provas do processo contra 25 PMs da UPP da Rocinha acusados da morte para a elaboração das alegações finais (entregues em 17 de junho), quando os peritos detectaram um volume em uma das viaturas do Bope — cujas imagens haviam sido fornecidas pela Polícia Militar.
A promotora relatou que a distribuição dos PMs na viatura — diferente das demais — foi o que inicialmente chamou a atenção dos peritos, o que os levou a analisar mais detalhadamente aquela caçamba.
— Nesta análise, primeiro se identificou o volume, que não havia nas demais viaturas. Utilizamos das técnicas dos nossos peritos e eles constataram que aquele volume tinha profundidade. Para isso, utilizaram luz e sombra. Verificaram que aquele volume que estava externamente [na viatura] era de material reflexivo. Então verificaram que o tamanho do volume não era incompatível com o volume de um corpo.















