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Cabral apela por fim das manifestações na porta da casa dele: “não sou ditador”

Governador afirmou que os filhos de 6 e 11 anos estão assustados com atos

Rio de Janeiro|Do R7

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O governador desistiu da ideia de demolir parque Júlio Delamare
O governador desistiu da ideia de demolir parque Júlio Delamare

Em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira (29), Sérgio Cabral pediu que os manifestantes parem de fazer protestos na porta da casa dele, no Leblon, na zona sul do Rio. O governador afirmou que está aberto a diálogos, mas citou os filhos pequenos ao apelar pela compreensão dos integrantes dos atos.

— Eu queria fazer um apelo aos manifestantes. Na porta da minha casa, eu tenho crianças pequenas. É o meu filho de 6 anos, é o meu filho de 11 anos. É um apelo de pai. Eu não sou um ditador. Estou aberto ao diálogo, às manifestações. Mas, na porta de minha casa, não. Peço de coração, como pai.

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Nesta segunda-feira (29), um grupo de manifestantes voltou a acampar na avenida Delfim Moreira, perto de onde Cabral mora com a família. O ato transcorria de maneira pacífica até as 22h desta segunda.

Cabral tocou em temas polêmicos e que fazem parte da pauta de reivindicações dos manifestantes, como o prédio onde funcionava o Museu do Índio, que, conforme deu a entender o governador, tem chance de ser ocupado novamente por tribos indígenas.

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Sobre o uso de helicópteros oficiais, o Sérgio Cabral declarou que só ele tem utilizado o transporte, excluindo a família. Recentemente, uma reportagem da revista Veja denunciou que os parentes aproveitavam as aeronaves para se deslocar para uma casa de praia.

Parque Júlio Delamare de pé

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Na tarde desta segunda, Cabral usou o Twitter para anunciar que o parque aquático Júlio Delamare, que funciona dentro do complexo do Maracanã, não será mais demolido para a Copa do Mundo de 2014.

O plano inicial era derrubar a estrutura para ampliar o estacionamento do estádio, que receberá a final da competição de futebol. De acordo com Cabral, a decisão pela preservação das piscinas veio após uma conversa com Coaracy Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos.

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O governador indicou na rede social que desistiu da demolição porque tem “ouvido muitas manifestações em defesa da permanência do Parque Aquático no complexo do Maracanã”. Na entrevista coletiva, ele citou o papa para justificar a decisão.

— Eu sou cristão. E me tocou muito a vinda do papa, como governador e como ser humano. Certamente eu estava precisando muito de uma dose de humildade. E eu jamais terei vergonha de [fazer] autocríticas e reconhecer erros. [No caso do Júlio de Lamare] eu errei em não ouvir, por isso estou voltando atrás.

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