Caso Eduardo: dois PMs de UPP envolvidos na operação estão em licença médica
Coorporação informou que eles estão em acompanhamento psicológico
Rio de Janeiro|Do R7

Os dois policiais militares de UPP Unidade de Polícia Pacificadora) Alemão envolvidos na operação que resultou na morte de Eduardo de Jesus Ferreira, de dez anos, no Complexo do Alemão estão em licença médica. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (8) pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora. Os PMs também estão tendo acompanhamento psicológico da coorporação.
Outros seis policiais, lotados no Batalhão de Choque da Polícia Militar, também foram afastados temporariamente de suas ativiades pelo comando da PM.
A Polícia Civil informou que até a tarde desta quarta, 16 pessoas haviam prestado depoimento sobre o caso. A Divisão de Homicídios aguarda os resultados dos laudos periciais. Na próxima semana, a DH deve realizar um reprodução simulada no local.
Nesta terça-feira (7), a revista Veja divulgou que os dois policiais confirmaram ter atirado na região do Areal, onde Eduardo foi assassinado. Os tiros que mataram o meninoEduardo de Jesus Ferreira, de dez anos, e a dona de casa Elizabeth Alves, de 41 anos, no Complexo do Alemão, teriam partido de armas de policiais militares.
Pelas costas
A mãe do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de dez anos, afirma que o filho foi atingido pelas costas por um policial militar, sem chances de se defender. O menino foi morto nesta quinta-feira (2) no Complexo do Alemão, zona norte do Rio.
— Eles [policias] atiraram no meu filho, que não tinha defesa nenhuma, nas costas.
Revoltada, Terezinha de Jesus afirmou que estava sentada no sofá com Eduardo momentos antes do assassinato. O menino levantou e se sentou próximo à porta para conversar, quando foi atingido.
— Eu só escutei o baque do tiro e, quando eu corri, meu filho tava lá embaixo. O cérebro do meu filho está na minha varanda.
Celular na mão
Terezinha de Jesus também afirmou nesta sexta-feira (3) que foi ameaçada por um PM logo após a morte da criança. Em desespero, ela disse ao policial: "Vocês mataram meu filho". E em seguida, ouviu do mesmo agente:
— 'Já que eu matei o filho, a gente também pode matar a mãe.' E apontou a arma para mim.
Segundo Terezinha, o policial falou que Eduardo estava com uma arma na mão, mas a criança manuseava um celular no momento em que foi alvejada.
— A única coisa que ele segurava era um celular, que ele gostava de jogar um joguinho.















