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Caso Eduardo: família diz que vai processar líder do AfroReggae que chamou menino de bandido

Reprodução simulada do momento em que criança foi baleada será feita nesta sexta-feira (17)

Rio de Janeiro|Do R7

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Publicação de texto online gerou revolta de familiares do menino
Publicação de texto online gerou revolta de familiares do menino

A mãe do menino de 10 anos que morreu após ser baleado em frente de casa no Complexo do Alemão, no dia 2 de abril, afirmou que vai processar o presidente da ONG AfroReggae. José Júnior publicou um texto no Facebook no qual dizia que o garoto “era bandido”. Os pais de Eduardo de Jesus Ferreira estiveram presentes na Divisão de Homicídios, na zona oeste do Rio, por volta das 20h desta quarta-feira (15) para prestar depoimento. No mesmo dia, eles chegaram do Piauí, onde o corpo do menino foi enterrado.

Segundo Terezinha de Jesus, José Júnior declarou que a criança era envolvida com o tráfico.


— Eu vou processar por ele ter feito isso com meu filho. Ele era uma criança muito boa, não se envolvia com o tráfico, então como ele bota uma coisa dessas na internet sem saber quem somos nós? Falou que o pai do meu filho mexia com coisa errada, mas meu marido trabalha de carteira assinada. A gente não mexe com coisas erradas, então bandido quem tá sendo aqui é ele.

O presidente da ONG divulgou um texto na noite de domingo (12) afirmando que, segundo informações, Eduardo era bandido e que, provavelmente, se fosse bandido poderia ter matado um policial caso houvesse oportunidade. A publicação gerou polêmica e foi apagada do Facebook pouco tempo depois.


José Júnior se justificou em um outro texto, alegando que em momento algum disse que o menino morto no Complexo do Alemão era bandido, e que sabia da inocência dele. Ainda declarou que, mesmo que a criança fosse ligada ao crime, a violência não seria justificada.

Reprodução simulada


Nesta sexta-feira (17), está marcada uma reprodução simulada no local do crime. A intenção é recriar o ambiente do momento em que Eduardo foi assassinado, e 120 agentes da DH vão participar do trabalho. Eles vão confrontar as informações colhidas nos depoimentos.

Os pais do menino também vão participar dessa reprodução, de acordo com o defensor público do caso, Fábio Amado. Segundo ele, o depoimento do PM que é suspeito de ter disparado contra o menino apresenta muitas contradições.


— O delegado vai relatá-las todas, apontá-las e indicar, de acordo com a prova técnica, quem é o responsável, quais foram as circunstâncias que envolveram a morte dele e encaminhar ao Ministério Público para que ofereça a denúncia.

Na segunda-feira (13), o governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a polícia errou na ação em que a criança foi morta.

Atingido na porta de casa

A criança foi baleada enquanto brincava na porta de casa, na comunidade carioca. A mãe diz que os PMs confundiram o celular dele com uma arma. Ela ainda afima que é capaz de reconhecer o agente que efetuou o disparo. A investigação tem um prazo de até 30 dias, e, até lá, os policias devem permanecer incomunicáveis.

Veja o vídeo:

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