Caso Eduardo: líder do Afroreggae afirma que mensagem foi distorcida; mãe quer processar
José Júnior publicou um texto no Facebook no qual dizia que o garoto “era bandido”
Rio de Janeiro|Do R7

O coordenador da ONG Afroreggae, José Júnior, afirmou nesta quinta-feira (16) que houve "distorção" na mensagem que ele escreveu no Facebook após a morte de Eduardo. O menino de dez anos foi baleado na porta de casa, no Complexo do Alemão, no dia 2 de abril. O texto divulgado por José Júnior na noite de domingo (12) afirmava que "esse menino segundo informações era bandido. Provavelmente se fosse bandido poderia ter matado um policial se tivesse oportunidade".
No texto de esclarecimento, José Júnior afirma que "não acusaria, sem provas, que o menino estaria envolvido com o crime". O líder do Afroreggae também afirma que, para ele, mesmo que Eduardo "estivesse ligado ao crime, não merecia ser vítima dessa violência".
Na noite desta quarta-feira (15), a mãe de Eduardo afirmou que irá processar José Júnior pelo conteúdo da mensagem. Segundo Terezinha de Jesus, o líder da ONG declarou que a criança era envolvida com o tráfico.
— Eu vou processar por ele ter feito isso com meu filho. Ele era uma criança muito boa, não se envolvia com o tráfico, então como ele bota uma coisa dessas na internet sem saber quem somos nós? Falou que o pai do meu filho mexia com coisa errada, mas meu marido trabalha de carteira assinada. A gente não mexe com coisas erradas, então bandido quem tá sendo aqui é ele.















