Defesa de Garotinho diz que prisão foi "abusiva e ilegal" e Clarissa chora ao ver pai detido

Ex-governador do Rio foi preso na manhã desta quarta durante operação da Polícia Federal

Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira na zona sul do Rio
Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira na zona sul do Rio Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, preso em seu apartamento no bairro do Flamengo na manhã desta quarta-feira (16), afirmou que a prisão foi “abusiva e ilegal”. O advogado Fernando Augusto Fernandes defesa informou que entrará com pedido de liberdade ainda hoje.

A prisão ocorreu durante operação da Polícia Federal do Rio. Ele foi encaminhado para a superintendência da PF e deve ser transferido para a sede de Campos dos Goytacazes, ainda nesta quarta.

A filha do político, Clarissa Garotinho, estava em reunião com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, quando soube da notícia. De acordo com testemunhas, ela saiu às pressas para encontrar o pai e chegou a chorar no momento em que Garotinho foi levado para fazer exames de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).

Em nota, o advogado Fernando Augusto Fernandes afirma que a prisão “vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do Tribunal Superior Eleitoral. O advogado também disse que a prisão é “abusiva e ilegal e decorre de sua constante denúncia de abusos de maus-tratos a pessoas presas ilegalmente naquela comarca”.

A prisão fez parte da operação chamada Chequinho, que investiga o uso eleitoral do programa Cheque Cidadão e combate crimes eleitorais em Campos, no Norte Fluminense, onde ele é secretário de governo da prefeitura.

De acordo com a PF, os envolvidos realizavam reuniões políticas domiciliares nos redutos eleitorais. Cabos eleitorais auxiliavam na busca por eleitores para participar das reuniões, nas quais eles conseguiam cópias dos documentos pessoais e incluíam essas pessoas no programa, sem passar pela avaliação de assistentes sociais. As investigações apontam que, muitas vezes, os cartões eram distribuídos e entregues nas residências dos eleitores pessoalmente pelos cabos eleitorais.