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Empresas de ônibus vão à Justiça contra paralisação de rodoviários no Rio

Rodoviários dissidentes do sindicato decidiram fazer paralisação nesta quarta

Rio de Janeiro|Do R7

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Passageiros fizeram fila nesta quarta em pontos de ônibus da Central do Brasil; Rio Ônibus fala em baixa adesão à greve
Passageiros fizeram fila nesta quarta em pontos de ônibus da Central do Brasil; Rio Ônibus fala em baixa adesão à greve

A Rio Ônibus, sindicato patronal que representa os quatro consórcios que somam as 43 empresas que operam no sistema de transporte coletivo na cidade do Rio de Janeiro, afirma que vai nesta quarta-feira (28) à Justiça para que a greve de rodoviários seja considerada ilegal. As empresas vão recorrer ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

A Prefeitura do Rio de Janeiro e a Rio Ônibus estimavam, por volta das 8h, que 80% dos ônibus estivessem circulando na manhã desta quarta. Até as 8h10, não haviam sido registrados casos de vandalismo, conforme verificado em paralisações passadas. A Rio Ônibus atribui a não depredação dos coletivos à presença de policiais militares nas portas das garagens desde a noite de terça (27).


Um grupo de rodoviários dissidentes do sindicato decidiu em assembleia fazer nova paralisação, da 0h às 23h59 desta quarta. A prefeitura montou um plano de contingência com o reforço na circulação dos trens, barcas e metrô.

A paralisação foi decidida após assembleia que reuniu cerca de 150 rodoviários na Candelária, no centro do Rio. O grupo reivindica 40% de reajuste, aumento na cesta básica e o fim da dupla função motorista/cobrador.


Assim como ocorreu em São Paulo, os grevistas não são ligados ao sindicato da categoria, o Sintraturb Rio (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro). 

Na primeira semana de abril, o grupo de dissidente do transporte público carioca parou por 24 horas. Na segunda semana, a pausa foi de 48 horas. Mais de 500 ônibus foram depredados naqueles três dias, com avarias como a quebra de vidros, portas e retrovisores.


A prefeitura pediu que a Polícia Militar reforçasse o patrulhamento nas portas das garagens, a fim de garantir a segurança dos profissionais que não quiserem aderir à paralisação.

O Sintraturb reafirmou que não apoia o movimento grevista, classificando a nova paralisação como uma prova “desespero e falta de sensibilidade”. O vice-presidente do Sintraturb, Sebastião José, lembrou que a paralisação já foi considerada ilegal pela Justiça e aconselhou os profissionais a não participarem desse movimento, já que as empresas poderão realizar demissões por justa causa.


— Dizer que se os garis conseguiram 37%, os rodoviários também teriam esse direito é no mínimo insano. Claro que o sindicato lutou e vai continuar lutando para um reajuste maior no próximo dissídio; mas no momento isso foi o melhor que conseguimos, já que foi o maior aumento da categoria em todo o País.

Em abril deste ano, o sindicato dos rodoviários e o Rio Ônibus entraram em um acordo por 10% de reajuste nos salários, mas o grupo dissidente não concordou. Uma nova assembleia deve ser realizada na sexta-feira (30) para definir uma possível paralisação na segunda-feira (2).

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