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Justiça converte em preventiva prisão de militares que mataram perito no Rio

Renato Couto, de 41 anos, foi assassinado após tentar recuperar materiais de obra roubados em ferro-velho, na sexta (13)

Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Monique Pires, da Record TV Rio

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Militares e donos de ferro-velho continuam presos
Militares e donos de ferro-velho continuam presos

A Justiça do Rio converteu, durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (16), em preventiva a prisão em flagrante dos quatro envolvidos na morte do perito Renato Couto de Mendonça, cujo corpo foi encontrado pela manhã no rio Guandu.

O juiz Rafael de Almeida Rezende negou os pedidos de liberdade das defesas dos militares da Marinha Bruno Santos de Lima, Manoel Vitor Soares e Daris Fidelis Motta, além de Lourival Ferreira de Lima, pai de Bruno.

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O magistrado destacou que a manutenção da prisão dos acusados é necessária para a garantia da ordem pública. Além disso, considerou que a gravidade do crime indica a periculosidade do grupo.

Rezende argumentou, ainda, que a liberdade dos envolvidos poderia prejudicar a coleta de provas e de depoimentos de testemunhas, que poderiam se sentir intimidadas.

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Além de expedir o mandado de prisão, o juiz encaminhou Lourival e Daris para atendimento médico, pois os acusados informaram que fazem uso contínuo de medicamentos.

Policial civil assassinado

Após ter materiais de construção de uma obra furtados, Renato foi a um ferro-velho clandestino de propriedade de Lourival, que tinha o filho Bruno como sócio, para tentar recuperar os prejuízos, de acordo com as investigações.

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Na última sexta (13), o policial foi sequestrado por Bruno com a ajuda de Manoel e Daris, e levado em uma van da Marinha. Ele foi espancado e baleado pelos homens, com a participação de Lourival na cena, e depois foi jogado no rio Guandu ainda com vida. O perito morreu em decorrência de asfixia por afogamento, como revelou o laudo de necropsia.

Os quatro responsáveis foram presos no domingo (15), e o corpo de Renato foi encontrado e identificado hoje.

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A irmã do perito falou, em entrevista à Record TV Rio, que sente revolta pela morte de Renato e descreveu o irmão como um "exemplo de homem". O policial deixa dois filhos e a esposa.

A Polícia Civil determinou a interdição, no domingo (15), do ferro-velho administrado por Lourival e Bruno, na avenida Radial Oeste. De acordo com a instituição, o local operava sem licença para funcionamento.

Em nota, a Marinha do Brasil lamentou o ocorrido, oferecendo solidariedade aos familiares da vítima. A corporação afirmou que está colaborando com os órgãos responsáveis pela investigação e que abriu um inquérito policial militar para apurar as circunstâncias da ocorrência.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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