Justiça decreta prisão de suspeito de matar office boy em estação de metrô no Rio
Irmão do suspeito foi à delegacia e o reconheceu por imagens de câmeras de segurança
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça do Rio decretou a prisão temporária de Edvardo Camelo Costa, suspeito de matar o office boy Alexandre de Oliveira, de 46 anos, na estação de metrô da Uruguaiana, na última sexta-feira (10). Costa vai responder pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). A decisão é da juíza Maria Isabel Pena Pieranti.
Segundo os autos do processo, o irmão do suspeito foi espontaneamente à delegacia e o reconheceu nas imagens obtidas pela câmera de segurança da estação. A Polícia Civil faz buscas para tentar prender o suspeito.
Oliveira, que fazia transporte de dinheiro entre empresas e usava o metrô como meio de transporte para trabalhar, foi assassinado na fila da bilheteria da estação. Ainda não se sabe se o suspeito apresentado na imagem seria Edvardo.
Oliveira, que fazia transporte de dinheiro entre empresas e usava o metrô como meio de transporte para trabalhar, foi assassinado na fila da bilheteria da estação. O corpo do office boy foi enterrado na tarde de sábado (11), no cemitério do Catumbi, região central do Rio. Diego Pinto Muinos também ficou ferido na ação.
De acordo com a concessionária MetrôRio, por volta das 12h57, o passageiro carregando uma bolsa foi abordado na estação. Três suspeitos o perseguiram desde a entrada. Um deles, que estava armado, atirou em Alexandre e levou a bolsa. A vítima morreu no local e os criminosos fugiram com a mochila. O titular da DH (Divisão de Homicídios), Rivaldo Barbosa, diz que a polícia trabalha com a hipótese de crime de saidinha de banco. O corpo foi removido da estação por volta das 15h30.
A ex-mulher de Alexandre Oliveira foi ouvida logo após o crime na 6ª DP. Seguranças do metrô e funcionários da bilheteria que presenciaram o crime também prestaram depoimento.
Procon investiga segurança
O Procon-RJ deve abrir nesta segunda-feira (13) um processo administrativo para investigar se houve falha na segurança da estação Uruguaiana no assalto. O órgão, ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, quer apurar a responsabilidade da concessionária Metrô Rio no caso.
Segundo o Procon, o Código de Defesa do Consumidor prevê que é responsabilidade da empresa “prestar serviços em condições adequadas de segurança”, sem prejudicar e colocar a vida do usuário em risco. O órgão disse que, após ser notificada, a Metrô Rio terá 15 dias para prestar os esclarecimentos, sob risco de multa.
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