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Manifestante baleado diz à polícia não ter visto de onde partiu disparo 

Caso será transferido para a Delegacia de Mém de Sá (5ª DP), no centro do Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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O delegado Orlando Zaccone tomou depoimento do manifestante baleado nesta quarta na Clínica São Vicente
O delegado Orlando Zaccone tomou depoimento do manifestante baleado nesta quarta na Clínica São Vicente Fabio Gonçalves /Agência O Dia
Milhares foram às ruas no Dia do Professor; ato terminou em vandalismo com bancos e lojas destruídas
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O manifestante por disparo de arma de fogo nos dois antebraços durante manifestação de terça-feira (15), no centro do Rio, disse em depoimento à polícia que não viu quem atirou contra ele.

Segundo o titular da Delegacia da Gávea (15ª DP), Orlando Zaccone, que colheu o depoimento do jovem na Clínica São Vicente (Botafogo), a vítima disse que não se envolveu em nenhuma confusão antes de ser ferido. Ele apenas estaria com um colega caminhando com a multidão na manifestação.


Segundo o delegado, a investigação do caso será transferida para a Delegacia de Mém de Sá (5ª DP), no centro do Rio, após relatório feito pela 15ª DP.

O jovem foi internado e operado na Clínica São Vicente, em Botafogo, zona sul do Rio. Na noite de terça, dois homens foram flagrados em vídeo fazendo disparos na direção dos manifestantes.


Mas, de acordo com Zaccone, a vítima não soube afirmar se eles teriam sido os autores dos disparos que o atingiram. Segundo a polícia, as imagens estão sendo analisadas. A investigação também trabalha com a hipótese de os homens serem policiais.

O nome e idade do paciente não foram divulgados porque a clínica não tem autorização da família. É a primeira vez, desde a primeira manifestação no Rio, em 6 de junho, que um manifestante é ferido por disparo de arma de fogo. Segundo boletim médico, o paciente baleado deu entrada na emergência da Clínica São Vicente, com fratura aberta nos dois antebraços, tendo sido submetido a uma cirurgia, e transferido para um quarto. O estado de saúde ele é estável. Segundo a clínica, o rapaz permanecerá internado por mais uma semana e deverá ser submetido a um segundo procedimento cirúrgico, com objetivo de fixação da fratura.


Pelo menos 13 cápsulas de armas de fogo foram recolhidas em ruas do centro do Rio após os confrontos entre policiais e manifestantes na noite desta terça-feira (15), como afirmou o advogado Ramon Teixeira, integrante do grupo Habeas Corpus, que tem o apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O principal local em que armas de fogo foram disparadas contra manifestantes foi a rua México, nos fundos do Museu Nacional de Belas Artes, cuja fachada tinha supostas marcas de tiros.

A reportagem não estava no local, mas advogados voluntários, socorristas voluntários e jornalistas afirmaram ter ouvido pelo menos seis disparos na México, por volta das 23h de terça. Teixeira mostrou cinco cápsulas que levava na mão.


— Parece que o padrão foi de tiros para o alto, mas temos informações de que houve disparos na direção de manifestantes.

De acordo com a polícia, 182 manifestantes foram detidos depois das manifestações. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, o número de integrantes do protesto levados para delegacias foi de 210.

Assista à reportagem:

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