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MP investiga como suspeito de chefiar tráfico no Alemão foi solto tendo mandado de prisão

Orelha foi beneficiado por um habeas corpus, nova ordem de prisão deveria anular liberdade

Rio de Janeiro|Do R7

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Edson Silva de Souza, o Orelha, é acusado de chefiar a venda de drogas no Complexo do Alemão
Edson Silva de Souza, o Orelha, é acusado de chefiar a venda de drogas no Complexo do Alemão

O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) vai investigar como Edson Silva de Souza, conhecido como Orelha, conseguiu ser liberado da prisão na última quinta-feira (6). Ele é acusado de ser um dos chefes do tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, e de ter participado de uma série de ataques contra a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) local.

Segundo o MPRJ, houve erro na soltura do réu. Isso porque, na quarta-feira (5), ele foi beneficiado por um habeas corpus concedido pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, no mesmo dia, o Ministério Público conseguiu um novo mandado de prisão contra ele, expedido pela 25ª Vara Criminal. A nova ordem de prisão, de acordo com o MPRJ, não foi respeitada, e Orelha saiu da cadeia na manhã seguinte.

A juíza da 25ª Vara Criminal, Marcela Assad Caram, entendeu que Orelha não deveria responder ao processo em liberdade porque representa um "risco à ordem pública". O acusado, assim como os outros 24 suspeitos de tráfico que foram presos em 18 de setembro na operação Urano da Polícia Civil, poderia ameaçar testemunhas ou até mesmo fugir se fosse solto antes do julgamento, na opinião da juíza.

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