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Mulher de embaixador morto é transferida para presídio de Bangu

Françoise Amiridis deixou a sede da DHBF por volta das 9h deste sábado

Rio de Janeiro|Do R7

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Antes de seguir para presídio, Françoise fará exame no IML
Antes de seguir para presídio, Françoise fará exame no IML

A mulher do embaixador grego, suspeita de ter participado da morte do marido, será transferida neste sábado (31) para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Françoise Amiridis deixou a sede da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) por volta das 9h. Antes de seguir para o presídio, ela deve fazer uma exame de delito no IML (Instituto Médico Legal) de Nova Iguaçu.

Segundo fontes do complexo penitenciário, a mulher precisou passar pelo presídio Joaquim Ferreira e, como não tem nível superior, não terá direito a cela especial. A embaixatriz está na mesma unidade que a ex-primeira dama, Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral.


Kyriakos Amiridis desapareceu na segunda-feira (26), quando saiu da casa da família de sua esposa, no município de Nova Iguaçu. Amiridis mora em Brasília e passava férias no Rio de Janeiro, onde foi cônsul-geral de 2001 a 2004.

Eduardo Melo, primo do PM Sérgio Gomes, disse em depoimento, que a mulher do diplomata lhe ofereceu R$ 80 mil pela morte do marido caso "nada desse errado", afirmou a Polícia Civil durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (30). Ela nega participação no crime. O dinheiro não teria sido entregue.


Melo, Gomes e Françoise tiveram a prisão decretada sob a suspeita de participação na morte do embaixador. A polícia considera que o crime foi passional, já que a embaixatriz e o PM teriam um relacionamento amoroso.

O corpo do embaixador foi encontrado nesta quinta-feira (29) dentro de um veículo alugado embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, também em Nova Iguaçu.


Segundo fontes da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), o PM teria confessado participação no crime ao ser confrontado com imagens dele entrando e saindo da casa onde Amiridis estava em Nova Iguaçu. Ele também acusa Françoise de ser a mandante do crime. Em depoimento, Sérgio Gomes teria dito ainda que o primo e outro homem teriam participado do crime.

O PM era responsável, segundo a polícia, em fazer a segurança da casa do embaixador, sobretudo quando o embaixador estava em Brasília. Ele tinha acesso privilegiado à residência e acabou envolvendo-se com Françoise.


A embaixatriz a firma que só no dia seguinte ao assassinato percebeu o sofá de sua casa "molhado", supostamente de sangue, e questionou o PM, que lhe teria contato sobre o homicídio.

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