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Polícia Civil muda versão sobre prisão de manifestante preso em protesto no Palácio Guanabara

Primeira nota divulgada dizia que Bruno Teles portava artefatos explosivos

Rio de Janeiro|Do R7

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Bruno foi levado à 9ª DP; à direita, um PM apresenta os artefatos que a polícia disse ser do manifestante
Bruno foi levado à 9ª DP; à direita, um PM apresenta os artefatos que a polícia disse ser do manifestante

A Polícia Civil mudou a versão sobre a prisão de Bruno Teles, detido durante manifestação na segunda-feira (22), próximo ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. Na primeira nota à imprensa, divulgada na manhã de terça (23), a polícia justificava a prisão por “porte de artefato”. A posição revelada nesta quinta (25), porém, diz que com Bruno foram apreendidos apenas dois braceletes de alumínio e que ele foi indiciado por ter sido flagrado “usando artefato incendiário”. Com isso, cairia por terra a informação da Polícia Militar de que Bruno levava uma mochila com coquetéis molotov.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a prisão de Bruno se baseou no depoimento de PMs, que disseram na Delegacia do Catete (9ª DP) ter visto o manifestante lançando um coquetel contra a tropa da corporação.


Ainda segundo os agentes, Bruno teria resistido à prisão e tentado correr. Antes de ser levado à DP, ele sofreu choque com um teaser (arma não letal que lança descargas elétricas).

Por meio de nota, a PM diz que as informações divulgadas pela corporação são obtidas a partir dos relatos dos policiais que atuam no local das manifestações e, mais tarde, checadas com registros feitos em relatório. Segundo a PM, no dia seguinte ao confronto no Palácio Guanabara, a corporação divulgou nota informando que “sete pessoas foram presas, uma delas com 20 coquetéis molotov”, sem especificar o nome do suspeito. A PM nega ter atribuído a Bruno a posse dos artefatos explosivos. A nota, entretanto, não esclarece a quem pertenceria os coquetéis molotov apreendidos. A corporação diz ter informado que Bruno foi preso em flagrante por atirar coquetel molotov em policiais.


Prisões e feridos

Sete pessoas foram presas durante o protesto de segunda-feira. Segundo a Polícia Civil, cinco foram liberadas após depoimento, uma pagou multa de R$ 1.000 e apenas um manifestante, Bruno, continuou preso. Ele foi solto na tarde de terça, após a Justiça atender ao pedido de habeas corpus feito pela defesa dele.


O confronto deixou feridos, entre manifestantes e policiais. Um agente foi atingido diretamente por um coquetel molotov. Ele teve queimaduras no tórax e foi levado ao Hospital Central da Corporação em estado grave.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cinco pessoas deram entrada no Hospital Souza Aguiar, no centro. Dois com ferimentos provocados por bala de borracha, um com ferimento na perna, um com ferimento na mão e outro vítima de agressão no rosto. Um fotógrafo japonês foi atendido em uma clínica particular, após levar um golpe de cassetete de um PM.

Policiais militares disseram que usaram bombas de efeito moral após serem alvo de coquetel molotov na região do Palácio Guanabara.

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