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Polícia do Rio autuou 66 pessoas desde o início das manifestações

Arthur dos Anjos Nunes, de 21 anos, foi o único que teve a prisão concedida pela Justiça

Rio de Janeiro|Do R7

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Arthur foi indiciado por formação de quadrilha e dano ao patrimônio
Arthur foi indiciado por formação de quadrilha e dano ao patrimônio

A Polícia Civil do Rio autuou 66 pessoas, 22 deles menores, desde o início das manifestações na cidade, no dia 17, a grande maioria por depredações ao patrimônio público e privado. As investigações estão concentradas na 5ª Delegacia de Polícia, no centro, e resultaram no pedido de oito prisões temporárias. A Justiça concedeu uma.

A de Arthur dos Anjos Nunes, de 21 anos, que foi identificado por imagens de câmeras durante a depredação do prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no dia 17. Ele foi indiciado por formação de quadrilha e dano ao patrimônio. Ele está foragido.


O titular da Delegacia de Men de Sá (5ª DP) delegado Alcides Pereira, explicou que é difícil, mesmo que existam imagens comprovando os delitos, de individualizar a culpa.

— O serviço da Polícia Civil está sendo feito com cautela, observando a legislação vigente. Existe uma certa dificuldade, por se tratarem de pessoas ocultadas entre os manifestantes, que ali procuram criar tumultos e até mesmo praticar outros crimes, como furtos.


De acordo com a Polícia Civil, cinco dos oito mandados de prisão pedidos à Justiça eram de homens flagrados por imagens na manifestação que resultou na depredação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Apesar das evidências, a polícia não conseguiu a expedição de mandados de prisão para a grande maioria.

O informou que atualmente os próprios manifestantes estão fazendo questão de identificar e apontar à polícia os vândalos, pois não têm interesse que o movimento do qual fazem parte acabe deturpado por ações violentas.


— É uma questão de entendimento da Justiça quanto a elementos que permitam a individualização mais precisa da pessoa que está na imagem, como o nome ou o apelido.

Centro do Rio tem manifestação pacífica


Na quinta-feira (27), a manifestação que reuniu cerca de 5 mil pessoas no centro da capital fluminense, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), terminou sem qualquer registro de tumulto. Os manifestantes saíram em passeata da Candelária até a Cinelândia. Eles fizeram o percurso pela Avenida Rio Branco, que foi bloqueada ao tráfego de veículos. Da Cinelândia, as pessoas que participavam do protesto seguiram pela Avenida Presidente Antonio Carlos até a Rua da Assembleia, onde fica a sede da Federação de Transportes do Rio de Janeiro. Em nenhum momento houve ocorrência de vandalismo.

O esquema de policiamento montado foi maior que o da manifestação anterior. De acordo com a PM, foi usado um efetivo de 1.400 homens, distribuídos estrategicamente pelas principais ruas e avenidas do centro da cidade. Cerca de 200 militares protegeram o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Durante a passeata, os manifestantes portavam cartazes com frases contra os gastos na reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Eles criticavam o estado precário das áreas de saúde e educação.

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