Prefeito do Rio propõe acordo para permanência do AfroReggae no Complexo do Alemão
ONG foi incendiada no dia 16 de julho; organizadores teriam sofrido ameaças de traficantes
Rio de Janeiro|Do R7

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, pediu a permanência do AfroReggae no complexo do Alemão, na zona norte do Rio. A ONG tinha anunciado o fim dos trabalhos na comunidade depois da sede da instituição ser incendiada, no dia 16 de julho, e os organizadores receberem ameaças de morte de traficantes que atuam na região.
No fim de semana, o prefeito teve uma reunião com os organizadores da ONG. Paes ofereceu ao diretor do AfroReggae, José Júnior, uma parceria com a prefeitura na comunidade.
Ele propôs até apoio do governo do Estado e, inclusive, segurança. Mas, até a manhã desta quarta-feira (24), a ONG não havia se pronunciado sobre o assunto.
Incêndio na sede
Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito do crime é Wagner Moraes da Silva. Ele foi encontrado no segundo andar do prédio com 30% do corpo queimado. Ele está internado no Centro de Tratamento para Queimados do hospital Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste.
De acordo com a perícia, uma lata de combustível foi encontrada. Também foram encontrados três focos de incêndio, dois no primeiro andar e um no terceiro. O segundo andar não pegou fogo.
Pastor é suspeito de ser mandante
O coordenador do AfroRaggae, José Júnior, afirmou que o incêndio em uma pousada da ONG e na redação do jornal Voz da Comunidade foi ordenado pelo pastor Marcos Pereira, preso por suspeito de estupro a fiéis.
— A ordem vem do Marcos Pereira, que se diz pastor e não tem nada de pastor. Desde que nos posicionamos contra ele, aconteceram coisas. Não vai nos surpreender se aparecer droga no AfroReggae ou se alguém aparecer morto, até mesmo eu.















