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Servidores protestam e funcionários fazem greve contra a privatização da Cedae

Manifestantes interditaram a rua Primeiro de Março, em frente à Alerj

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Funcionários da Cedae e servidores fizeram protesto na Alerj
Funcionários da Cedae e servidores fizeram protesto na Alerj

Os funcionários da Cedae iniciaram, nesta segunda-feira (20), uma greve que deve ser mantida durante o tempo em que a privatização da estadual for discutida na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A empresa é responsável pelo abastecimento de água na maior parte dos municípios fluminenses.

A votação do Projeto de Lei 2.345/17, que começa a ser votado na manhã de hoje, autoriza a venda de ações da empresa estadual. A privatização da companhia de abastecimento e tratamento de esgotos foi uma exigência da União para que um empréstimo federal de R$ 3,5 bilhões seja concedido ao governo fluminense.


A votação deve se estender até a próxima quinta-feira (23). Nos quatro dias de discussões, serão discutidas e votadas 211 emendas ao projeto.

Segundo o Governo do Estado, a medida é o ponto central do Plano de Recuperação Fiscal do Rio, firmado no assinado no mês passado entre o Executivo estadual e o Governo Federal.


A sessão estava prevista para começar às 11h, mas antes os líderes partidários se reuniriam para analisar as 211 emendas feitas no projeto original de venda da companhia. Para ser aprovado, o projeto precisa alcançar a maioria simples dos votos da casa, ou seja, metade mais um voto dos deputados presentes na sessão.

De acordo com o presidente da Alerj, Jorge Picciani, o projeto permanece em pauta até quarta-feira (23), para garantir ampla discussão sobre o tema.


A privatização da Cedae é condição irrevogável no acordo do Governo do Estado com a União. Em troca do socorro financeiro, o governo fluminense deverá entrar em um programa de ajuste fiscal pelos próximos três anos. Segundo o executivo estadual, essas medidas vão representar um um alívio de R$ 62 bilhões aos cofres do Estado em três anos.

Protesto dos servidores


Após a Alerj anunciar a votação da Cedae para esta segunda, o Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos) convocou os servidores para mais uma manifestação em frente ao palácio Tiradentes. A intenção é pressionar os deputados, ainda indecisos, a votarem contra o projeto.

De acordo com o COR (Centro de Operações Rio), a rua Primeiro de Março está interditada desde às 11h, provocando retenção nas avenidas Beira Mar, Franklin Roosevelt e General Justo.

As medias de austeridade propostas pelo Governo do Estado e o atraso dos salários de servidores têm provocado protestos desde o final do ano passado. Para garantir a votação, homens da Força Nacional e a Polícia Militar vão reforçar a segurança na Alerj, nesta segunda.

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