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Tiroteio deixa um morto e quatro feridos na Rocinha

Corpo de um homem foi encontrado dentro de uma lixeira na comunidade 

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Estado

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Polícia Civil faz perícia após troca de tiros na comunidade
Polícia Civil faz perícia após troca de tiros na comunidade

Um tiroteio entre PMs e criminosos deixou quatro feridos e um morto na comunidade da Rocinha, zona sul do Rio, no fim madrugada desta sexta-feira (25). De acordo com testemunhas, o tumulto começou depois que a Polícia Militar foi chamada para intervir numa festa de Natal que incomodava moradores por conta do som alto. 

O morto foi identificado como José Auri Carlos, de 53 anos, comerciante na favela. Policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) encontraram o cadáver dentro de uma lixeira. O Bope foi chamado para dar apoio aos PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).


De acordo com a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), os feridos foram levados para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Dois deles - Luis Felipe e Marlon da Silva - já receberam alta. Gustavo Ximenes permanece hospitalizado, em situação estável. Ele foi baleado na mão direita. Atingido no braço direito, Johnny Raimundo também não foi liberado. 

Durante a operação policial, os túneis Zuzu Angel e Acústico ficaram fechados, no sentido São Conrado, por cerca de duas horas. As vias foram liberadas por volta das 8h30. O cerco montado pelo Bope resultou na prisão de três homens que tentavam fugir da Rocinha em um táxi. Com eles, teria sido encontrada uma pistola. Os suspeitos foram levados para a Delegacia do Leblon (14ª DP).


Segundo moradores, a troca de tiros começou em uma festa de confraternização na praça da Roupa Suja, perto da localidade do Valão, parte baixa do morro. Os relatos indicam que a confusão foi provocada por um policial, que teria desligado o equipamento de som da festa, onde havia cerca de 200 pessoas. A intervenção do policial teria irritado os traficantes de drogas da comunidade, que teriam reagido à bala, dando início ao conflito.

Já os policiais da UPP apresentaram outra versão. Eles disseram ao comando que foram atacados quando estavam em um ponto de patrulhamento na passarela em frente à favela. Em nota a CPP, informou que "foram arremessadas pedras e garrafas contra os agentes. Dois PMs foram feridos sem gravidade: um torceu o pé e outro foi atingido por uma pedrada". Após essa confusão, os PMs chamaram o reforço e o apoio policial foi recebido à tiros por criminosos. 


Policiais da Divisão de Homicídios da Capital foram até a Rocinha para investigar o fato. De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de José Auri Carlos. A perícia de local foi realizada e o corpo encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal). Familiares estão sendo ouvidos e agentes realizam diligências em busca de informações e testemunhas que possam ajudar nas investigações.

A Delegacia da Rocinha (11ª DP) já ouviu duas vítima que ficaram feridas no tiroteio. A unidade aguarda alta médica de outras duas para que possam ser ouvidas. 

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