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Abusos na USP: deputado quer obrigar diretores da Medicina a participarem de audiência pública

Segundo encontro acontece nesta terça-feira (25) sem representantes da faculdade

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Alunos denunciaram casos de abusos sexuais e humilhação
Alunos denunciaram casos de abusos sexuais e humilhação

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), deputado Adriano Diogo (PT), pretende transformar em convocação, o convite feito a diretores da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) para audiência pública sobre denúncias de violência na instituição de ensino. A decisão veio após a direção da faculdade se recusar a comparecer pela segunda vez. No último dia 11, na Alesp, estudantes da USP relataram casos de abuso sexual, maus-tratos e homofobia na FMUSP, dando visibilidade ao problema, que ganhou repercussão nacional.

O deputado destacou que caso a convocação, que é obrigatória, não seja cumprida em 30 dias, os envolvidos poderão responder por "crime de responsabilidade a ausência sem justificativa adequada".


Nesta terça-feira (25), a Comissão de Direitos Humanos da Casa realiza a segunda audiência pública a respeito do tema. Em comunicação encaminhada ao deputado hoje, o vice-diretor da faculdade, José Otavio Costa Auler Junior, alegou que, no próximo dia 26, será realizada uma reunião extraordinária da Congregação, órgão máximo da instituição, para definir medidas com o objetivo de coibir abusos e de “difundir ainda mais a cultura dos direitos humanos na FMUSP”. Ainda segundo a carta, Auler Junior se colocou à disposição para comparecer à comissão em uma nova data após a reunião.

Argumento semelhante foi apresentado pelo presidente da Comissão de Graduação da faculdade, Edmund Chada Baraca, que também se colocou à disposição da comissão após a sessão extraordinária do dia 26.


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Ambos enfatizaram que o tema tem sido tratado com prioridade na Faculdade de Medicina da USP, “que já vem agindo para coibir qualquer forma de abuso, seja físico ou moral”. Os dois destacaram também que a FMUSP instituiu a criação de um Centro de Defesa dos Direitos.

Até a publicação desta matéria, os responsáveis pela Atlética (Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz) e pelo Show Medicina, ambos citados por estudantes da USP durante audiência do dia 11, não haviam confirmado presença na audiência desta terça-feira.


Ribeirão Preto

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, o diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Carlos Gilberto Carlotti Junior, confirmou que estará na audiência desta terça-feira na Alesp.

A faculdade também é alvo de denúncias, conforme Adriano Diogo, que chegou a afirmar para o R7 que “Ribeirão é campeã da tortura e da barbárie”.

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A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto chegou a ser mencionada na primeira audiência em razão de sua bateria. Na cartilha de hinos da "Batesão", uma música com teor racista e machista provocou revolta. O material teria sido divulgado em uma palestra de enfermagem cujo tema era "violência contra a mulher", junto com o kit de matrícula da universidade para os estudantes de medicina.

Na letra, a figura feminina é colocada na condição de objeto sexual. A música fala de loira e morena, mas fica ainda mais agressiva ao se referir à mulher negra, que é tratada como "preta imunda" e "fedorenta". A letra na íntegra não é passível de publicação por causa de seu alto teor sexual.

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