Adolescente em coma havia brigado na porta da escola horas antes de passar mal, diz delegado 

Pai diz que menino foi agredido porque é filho de homossexuais; estado de saúde é gravíssimo 

Adolescente está em estado gravíssimo
Adolescente está em estado gravíssimo Arquivo Pessoal

O delegado Eduardo Boiguez Queiroz, da delegacia de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, confirmou ao R7 na tarde desta sexta-feira (6) que o adolescente de 14 anos que está em coma no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos se envolveu em uma briga horas antes de passar mal na escola.

— Ele brigou com alguns garotos na entrada da escola e passou mal quatro horas depois. Ele brincou, assistiu aula e depois passou mal. Ele já tinha um aneurisma.

O delegado informou que o menino não tem marcas externas, por isso não quer fazer uma relação entre a briga e o fato dele estar em coma. Os garotos envolvidos na confusão e os pais prestaram depoimento à polícia durante a tarde. 

Segundo o pai do garoto, Márcio Nogueira, o filho foi agredido por cinco garotos e levou pancadas na cabeça. Quando questionado sobre o motivo da briga, Nogueira informou que seria porque o garoto é filho adotivo de um casal gay.  

— Eu não sabia que meu filho sofria preconceito por ser filho de um casal homossexual. O delegado que nos informou. Estamos tristes e decidimos divulgar o que aconteceu para que isso não se repita com outras crianças.

O adolescente estuda na unidade de ensino desde os seis anos. Um irmão de 15 anos, que frequenta o mesmo colégio, presenciou a agressão. De acordo com o que os médicos relataram aos familiares, a vítima teve aneurisma cerebral e está em coma induzido. 

Nogueira afirmou, ainda, que dois dos agressores estiveram na casa da avó do menino e se desculparam pelo ocorrido. Um boletim de ocorrência foi registrado e o pai disse que pretende processar o Estado. 

— Eu estou pedindo muito que meu filho sobreviva a tudo isso, mas queremos também que a justiça seja feita. 

A Secretaria Estadual de Educação e a Secretaria Estadual de Saúde negam a versão da família. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que não há nenhum registro de agressão no interior da unidade onde o adolescente estuda.

Já a Secretaria Estadual de Saúde confirma que o adolescente deu entrada nesta quinta-feira (5) no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos com parada cardiorrespiratória e passou por um processo de reanimação. Exames feitos no garoto também constataram que ele teve hemorragia, mas não apresentava sinais externos de violência física. O menino está entubado e em estado gravíssimo. 

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