Agentes penitenciários recusam proposta do governo e decidem manter greve

Em reunião nesta manhã, governo pediu 60 dias para começar negociação de reajuste salarial 

  • São Paulo
  • Do R7, com Agência Record
Agentes cruzam os braços no CDP de Pinheiros, zona oeste de SP
Agentes cruzam os braços no CDP de Pinheiros, zona oeste de SP Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Os agentes penitenciários de São Paulo recusaram as propostas oferecidas pelo governo na reunião desta terça-feira (11) e decidiram manter a greve que teve início nesta segunda-feira. De acordo com o Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo), a decisão foi tomada na maioria das 14 assembleias da categoria, que terminaram por volta das 21h.

Ainda de acordo com o sindicato, o governo fez algumas concessões durante a reunião, como reduzir uma das classes da categoria, passando de oito para sete. O Sindasp havia solicitado redução de oito para seis. Também foi concedida a chamada “diária especial por jornada extraordinária” no valor de R$ 161,12 ao dia, em caso de convocações.

O governo pediu o prazo de 60 dias para dar início à negociação de reajuste salarial referente a 2014 e alegou que este ano ainda não concedeu reajuste a nenhuma categoria.

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Na tarde de ontem, a greve paralisava 60 dos 158 presídios do Estado. Ao menos 15 mil profissionais cruzaram os braços, segundo Daniel Grandolfo, presidente do sindicato.