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Alckmin promete concluir '1ª fase' de transposição ao Cantareira em 2017

Sistema tem capacidade para armazenar 982 bilhões de litros, sem considerar volume morto

São Paulo|Do R7

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Alckmin afirma que interligação dobra a capacidade de reservação do Cantareira
Alckmin afirma que interligação dobra a capacidade de reservação do Cantareira

Um ano e meio após o anúncio da obra, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou nesta sexta-feira (2), a autorização para contratação da transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, apontada como fundamental para a recuperação do principal manancial paulista, que opera desde julho de 2014 no volume morto, a reserva profunda das represas.

A obra está orçada em R$ 555 milhões, valor 33% menor do que o previsto inicialmente (R$ 830 milhões) e deve ser concluída entre abril e outubro de 2017, segundo o tucano. O projeto prevê a transferência de 5,1 mil litros por segundo da represa Jaguari, em Igaratá, que pertence à Bacia do Rio Paraíba do Sul, para a represa Atibainha, em Nazaré Paulista, que integra o Cantareira. Já o bombeamento no sentido contrário, anunciado como garantia para as regiões que dependem do Paraíba do Sul, só deve ficar disponível em três anos.

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"É um fato histórico", disse Alckmin no seu discurso, após lembrar que na década de 1954, depois da última grande seca antes da atual, técnicos do governo paulista já haviam apontado a necessidade de captar água do Paraíba do Sul para atender a Grande São Paulo. "Com essa obra de interligação, nós mais do que dobramos a capacidade de reservação do Cantareira", afirmou o governador.

Formado por quatro represas, o Cantareira tem capacidade para armazenar 982 bilhões de litros, sem considerar o volume morto. Só a Represa Jaguari, do Paraíba do Sul, comporta 792 bilhões de litros, ou 1,2 trilhão de litros incluindo a reserva profunda. Mas os dois mananciais sofrem hoje com a pior estiagem em décadas. Nesta quarta-feira, o Jaguari está com apenas 19,2% da capacidade, enquanto que o Cantareira tem 16,5%, incluindo as reservas.

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Os projetos básico, executivo e a obra serão executados pelo consórcio formado pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções. A obra prevê a construção dos 19 km de adutora, dos quais 6,1 km em túnel, e deve beneficiar cerca de 9,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, segundo o governo.

Polêmica

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A transposição causou polêmica logo que foi anunciada por Alckmin em março de 2014, quando ele disse que seria possível concluir a obra em 18 meses a partir daquela data, ou seja, neste ano. Isso porque a Bacia do Rio Paraíba do Sul, formada por quatro represas, é responsável por abastecer os municípios do Vale do Ribeira, em São Paulo, e mais de 10 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio de Janeiro. Um acordo entre os Estados foi firmado no fim de 2014 no STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o secretário paulista de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, a transposição do Paraíba estava prevista para 2020 no Plano da Macrometrópole Paulista, finalizado em 2013, e foi "antecipada" por causa da atual crise hídrica, "fruto de evento climático raro". "Estamos certos de que essa obra será entregue dentro do prazo", afirmou.

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