São Paulo

30/6/2013 às 17h20

Antes de ser baleado, menino boliviano entregou aos criminosos dinheiro de seu presente de aniversário

Segundo advogada, Brayan Capcha economizava trocados para comprar roupa e brinquedo

Alexandre Saconi, do R7

Antes de ser baleado na cabeça, o garoto boliviano Brayan Yanarico Capcha deu moedas que tinha economizado para os assaltantes, segundo Patrícia Vega, advogada chamada pelo Consulado da Bolívia para assessorar a família do menino.

— Eram moedinhas mesmo. Moedinhas que você dá para criança por no cofrinho. Não era dinheiro grande.

O garoto teria feito isso pensando que ajudaria a contornar a situação enfrentada por ele aquele momento: seis homens armados invadiram a casa onde ele morava com os pais, no bairro de São Mateus, zona leste de São Paulo, na madrugada de sexta-feira (28). Eles ameaçaram os familiares para que dessem o dinheiro que possuíam.

Os ladrões contabilizaram R$ 4.500. Julgando ser pequena a quantia, começaram a agredir os pais na frente do menino, que contribuiu com seu próprio dinheiro para a soma que os ladrões estavam levando. O menino de cinco anos foi assassinado com um tiro na cabeça durante o assalto. Um dos seis bandidos que invadiu a casa atirou contra a criança, que chorava durante o assalto, logo após os pais dela afirmarem que não havia mais dinheiro no imóvel.

As moedas de Brayan estavam sendo guardadas para seu presente de aniversário, diz Patrícia Vega.

— Ele ia fazer aniversário agora, dia 6, que é sábado que vem. Ele tinha pedido a roupa, o brinquedo, que é o carrinho que ele queria e o boneco do Pica-Pau.

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O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) esteve presente no velório do garoto na noite do sábado (29) e contou ao R7 ter ficado impressionado com a violência do crime.

— É fora de qualquer sensatez.

O parlamentar ainda relatou a leitura de uma carta da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, onde pedia desculpas à família boliviana em nome do povo brasileiro pela tragédia ocorrida.

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A advogada Patrícia Vega apontou que o corpo do garoto será levado para a Bolívia em um voo por volta das 14h de segunda-feira (1º). Inicialmente a previsão era de que a viagem ocorresse na terça-feira (2), mas o procedimento foi adiantado. Os pais do garoto vão retornar ao país junto com o corpo do filho e relatam não querer voltar para o Brasil.

O Consulado da Bolívia disponibilizou dois ônibus para levar a comunidade do país ao velório, que ocorre em Guarulhos. Conterrâneos e integrantes de empresas aproveitaram o momento para coletar dinheiro e roupas para que a família não volte para a Bolívia passando dificuldades. As informações são da advogada Patrícia Vega.

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