Após ser denunciado por corrupção, vereador Aurélio Miguel se defende no plenário da câmara
Promotoria diz que ele se beneficiou do esquema de Hussain Aref Saab no Aprov
São Paulo|Do R7

Após ser denunciado à Justiça pelo Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) por corrupção, o vereador Aurélio Miguel (PR) se manifestou sobre o caso nesta terça-feira (19), no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) também pediu, na sexta-feira (15), o bloqueio dos bens do político.
Segundo a promotoria, o vereador aproveitou-se da liberação ilegal de grandes obras comerciais, que resultou na instalação na câmara da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do IPTU, da qual era relator, para exigir benefícios em troca de fazer vista grossa a processos administrativos envolvendo shoppings.
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Aurélio Miguel disse que já ofereceu ao MP-SP a quebra dos sigilos fiscal e bancário dele, da esposa e do filho, de 19 anos. Ele ainda disse que as denúncias são infundadas porque são fruto de uma denúncia sem nenhum embasamento.
— Solicitei abertura de inquérito policial por denunciação caluniosa contra a pessoa que me acusou. Ao depor na polícia, tal pessoa confessou apenas ter ouvido falar sobre uma eventual conduta irregular minha. E mais, garantiu nunca ter testemunhado algo que me desabonasse.
A denúncia diz que Aurélio Miguel recebeu R$ 120.000 de propina para deixar de citar em um relatório da CPI as melhorias que deveriam ser feitas por uma incorporadora como parte das obras de expansão de um shopping, na região da avenida Paulista. Ele ainda teria recebido cerca de R$ 1 milhão para deixar de exigir fiscalização em outros shoppings.
Os promotores dizem que Aurélio Miguel se beneficiou da rede de corrupção armada pelo ex-diretor do Aprov (Departamento de Aprovação de Edificações) da Prefeitura de São Paulo, Hussain Aref Saab, que também é alvo de uma ação movida pelo MP-SP.
O vereador teria se beneficiado do esquema de corrupção armado por Hussain Aref Saab, ex-diretor do APROV da Prefeitura de São Paulo, que também é alvo de ação movida pelo Ministério Público. Sobre a relação com o ex-funcionário, o vereador admitiu conhece-lo.
— Eu conheço sim, mas por interroga-lo durante as convocações para as quais ele foi chamado. Além disso, por ele não ter atendido diversos convites para dar depoimentos, solicitei que o pagamento de seus salários fosse suspenso. É a essa pessoa que agora querem me ligar.
Ele ainda disse que todos os imóveis que possui foram declarados à Receita Federal.














