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Colegas comemoram decisão da Justiça de soltar ativistas

Dois manifestantes foram detidos durante protesto contra a Copa do Mundo em junho

São Paulo|Do R7

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Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, deixa o 8º Distrito Policial, no Brás, região central de São Paulo, na quinta-feira
Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, deixa o 8º Distrito Policial, no Brás, região central de São Paulo, na quinta-feira

Os colegas de Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvarghi comemoraram a decisão da Justiça de mandar soltar os ativistas, mas criticaram a forma como os dois foram tratados pela polícia e pelo Judiciário. Segundo Solange Conceição Lopes Veloso, diretora do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e colega de Harano, as provas contra o ativista foram forjadas pela polícia.

— Não foi feita Justiça. A situação do Fábio ainda é de um marginal, um bandido. Ele é um trabalhador da Universidade de São Paulo que estava apenas reivindicando os direitos dele. 


Black bloc

A diretora do Sintusp afirma que Harano não é um black bloc.


— Ele jamais foi um black bloc, nunca andou com nenhum material explosivo na bolsa. Para que a Justiça seja realmente feita, o Estado precisa pagar uma indenização para ele. Mesmo com ele estando solto, livre, ninguém vai conseguir retirar essa marca que deixaram nele.

Juiz nega liberdade a ativistas alegando serem "black blocs" e "esquerda caviar"


Laudo comprova que artefatos de manifestantes não eram explosivos, mas eles continuam presos

Para Rafael Padial, do coletivo Território Livre, "pela primeira vez foi feita Justiça" após a prisão de Lusvarghi e Harano.


— Infelizmente, muitas outras prisões arbitrárias vão continuar existindo. Isso vale para os trabalhadores, a periferia e os estudantes. Vamos continuar lutando.

O grupo Se Não Tiver Direitos Não Vai Ter Copa, que organizou o ato na avenida Paulista em que os ativistas foram presos, também comemorou. O coletivo desejou "bom retorno" aos dois manifestantes e cobrou a Justiça. Os ativistas pedem ainda que todas as acusações contra a dupla sejam retiradas.

Liberdade

O professor de inglês Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, e o estudante e funcionário da USP Fábio Hideki Harano, de 26 anos, deixaram o 8º Distrito Policial, no Brás, região central de São Paulo, na noite de quinta-feira (7). A soltura deles foi determinada, no mesmo dia, pelo juiz Marcelo Matias Pereira, da 10.ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda.

Eles foram presos acusados de serem líderes de black blocs que atuam nas manifestações de rua em São Paulo. A decisão ocorre depois de divulgação de laudo que provou que nenhum dos dois portava explosivos quando foram presos em flagrante.

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