Consórcio vence licitação para construção da linha 6-Laranja do metrô
Contrato da "linha das universidades " deve ser assinado até o final do ano e terá 25 anos
São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

O Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht Transport, Queiroz Galvão, UTC Participações S/A e Eco Realty Fundo de Investimento em Participações, venceu a licitação para a construção da linha 6-Laranja do metrô. O contrato deve ser assinado até o final do ano e terá 25 anos de vigência.
O grupo foi o único a entregar proposta no processo de licitação, na semana passada, e ofereceu contraprestação anual de R$ 606.787.363,80 por 19 anos de operação comercial da linha (mais seis anos de implantação). A obra será feita por meio de PPP (Parceria Público-Privada).
As obras começam no ano que vem e devem estar concluídas em cinco anos. A linha 6-Laranja vai ligar a Brasilândia, na zona norte de São Paulo, à estação São Joaquim, na região central.
No fim de julho, o governo já havia tentado licitar a operação, implantação e manutenção da linha, mas não recebeu nenhuma proposta para licitação.
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A nova linha do metrô terá 15,9 km de extensão e 15 estações, atendendo os bairros de Brasilândia, Freguesia do Ó, Pompeia, Perdizes, Sumaré e Bela Vista. Vai se integrar com as linhas 7 e 8 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na futura estação Água Branca; linha 4, na futura estação Higienópolis-Mackenzie; e linha 1, na estação São Joaquim.
A demanda prevista é de 633,6 mil passageiros/dia, beneficiando ainda grandes centros educacionais, como Unip (Universidade Paulista), PUC (Pontifícia Universidade Católica), Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), Mackenzie, Escola de direito da Fundação Getúlio Vargas e FMU (Faculdade Metropolitanas Unidas). Por esta razão, já é conhecida como a "linha das universidades".
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A PPP inclui a construção do pátio de manobra, a aquisição de sistemas operacionais e a compra da frota de trens, além da operação e a manutenção do trecho por um período de 25 anos de concessão (até 6 de implantação e 19 de operação).
O investimento total é estimado em R$ 8,9 bilhões, com aporte público pelo Tesouro do Estado (com financiamento do BNDES) de 50% do montante na fase de implantação do trecho, com o parceiro privado investindo os outros 50%, ou seja, R$ 4,47 bilhões. O estado pagará ainda pelas desapropriações, que adicionam R$ 673,64 milhões ao custo do empreendimento.
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