Licitação para obras da linha 6-Laranja possui apenas um interessado
Investimento total é estimado em R$ 8,9 bilhões; Estado pagará pelas desapropriações
São Paulo|Do R7

Apenas um grupo mostrou interesse em construir e operar a linha 6-Laranja do metrô, que vai ligar a zona norte de São Paulo ao centro da cidade. A proposta do Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht Transport, Queiroz Galvão, UTC Participações S/A e Eco Realty Fundo de Investimento em Participações, foi a única apresentada durante a concorrência que aconteceu nesta quinta-feira (31).
Esta foi a segunda tentativa do governo paulista de licitar a operação, implantação e manutenção da linha, após não ter recebido nenhuma proposta para licitação no fim de julho.
A comissão julgadora da concorrência pública internacional para a construção da Linha 6-Laranja do metrô vai analisar a proposta até a próxima quarta-feira (6). O grupo oferece contraprestação anual de R$ 606.787.363,80 por 19 anos de operação comercial da linha (mais seis anos de implantação). A obra será feita por meio de PPP (Parceria Público-Privada).
A linha 6-Laranja vai ligar a Vila Brasilândia, na zona norte da capital, à estação São Joaquim da linha 1 – Azul. A nova linha terá 15,9 km de extensão e 15 estações, atendendo os bairros de Brasilândia, Freguesia do Ó, Pompeia, Perdizes, Sumaré e Bela Vista. Vai se integrar com as linhas 7 e 8 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na futura estação Água Branca; linha 4, na futura estação Higienópolis-Mackenzie; e linha 1, na estação São Joaquim.
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A demanda prevista é de 633,6 mil passageiros/dia, beneficiando ainda grandes centros educacionais, como Unip (Universidade Paulista), PUC (Pontifícia Universidade Católica), Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), Mackenzie, Escola de direito da Fundação Getúlio Vargas e FMU (Faculdade Metropolitanas Unidas). Por esta razão, já é conhecida como a "linha das universidades".
A PPP inclui a construção do pátio de manobra, a aquisição de sistemas operacionais e a compra da frota de trens, além da operação e a manutenção do trecho por um período de 25 anos de concessão (até 6 de implantação e 19 de operação).
As obras da linha 6-Laranja serão iniciadas em 2014 e é obrigação do consórcio vencedor concluí-las até 2020, embora o contrato de parceria público-privada estimule a antecipação da operação.
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O investimento total é estimado em R$ 8,9 bilhões, com aporte público pelo Tesouro do Estado (com financiamento do BNDES) de 50% do montante na fase de implantação do trecho, com o parceiro privado investindo os outros 50%, ou seja, R$ 4,47 bilhões. O estado pagará ainda pelas desapropriações, que adicionam R$ 673,64 milhões ao custo do empreendimento.














